Eu sou o que minhas palavras dizem... através de conversas, através de textos, através de silêncios, através da vida...
sábado, 24 de novembro de 2018
terça-feira, 6 de novembro de 2018
Você acorda descontente?
“É possível estar contente em todas as coisas?
Como seria? Era como uma centena de frustrações e inconvenientes que o salário
estava na minha mente todos os dias para desafiar o contentamento, e muitas
vezes.
Tenho um pescoço rígido. Esse travesseiro tem que ir.
O que eu vou usar? Estou cansada de todas as minhas roupas!
A argamassa em nosso banheiro precisa ser reparada.
Todo mundo quer algo diferente para o café da manhã.
Meu marido quer usar uma camisa que eu não tive tempo de passar.
Por que tem que chover?
Minha mente está agitada com descontentamento, e nem sequer são 8:00 da manhã!
Queremos todos os pequenos detalhes. Então, é claro, existem coisas fora do
nosso controle, ensaios que mudam a vida, que perturbam nossas vidas: crianças
rebeldes, doenças, deficiência, perda de um ente querido, perda de emprego,
desastre natural, fome, terrorismo.
Grandes e pequenas coisas exercem o poder de destruir o contentamento.
A vida no mundo desafia o contentamento. Talvez não devamos nos surpreender.
Parte do problema é que estamos olhando para o mundo para proporcionar
conforto, estabilidade, segurança, provisão, amor e esperança.
Ninguém e nada no
mundo realmente podem nos prometer que podemos ter um bom trabalho, um bom lar,
muito para comer, bons amigos, uma familia amorosa, boa saúde, segurança ou
muito mais de qualquer outra coisa. Você pode "jogar pelas regras"
trabalhando duro, ser responsável e ser gentil com os outros, mas não há
nenhuma promessa que pagará no final. O mundo é frágil e imprevisível. Uma
doença, um ataque terrorista, uma guerra, um divórcio e um milhão de outras
coisas podem acontecer a qualquer momento. Em um instante, nosso mundo está
quebrado.
Pergunto-me o que as pessoas estão fazendo em Houston? Alguns até perderam seus
entes queridos em poucos dias porque um furacão subitamente percorreu seu
bairro. Quaisquer expectativas que a família tenha tido na semana anterior ao
furacão desapareceram agora. Toda a satisfação repentina significa uma cama,
uma refeição quente e roupas doadas.
Deus sabe que
vivemos neste mundo impróprio e caído, então porque a Bíblia nos diz que nos
contentamos? Como podemos nos contentar com condições tão incertas? A verdade é
que a Bíblia nunca nos instrui a encontrar nosso contentamento no mundo. Na
verdade, é exatamente o contrário.
Jesus diz que "No mundo você terá tribulação. Mas tenha bom ânimo; Eu
venci o mundo" (João 16:33). Dificuldade e tribulação virão. Mas Jesus diz
que ainda podemos ter paz. Como? Jesus venceu o mundo. Jesus venceu o mundo!
Está pronto!
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de seu site vejam essas páginas. Nós possuímos isso. Nós somos trabalhadores de
alívio cósmico neste mundo cheio de dor.
Como estamos? Nosso coração está cheio de vontade de responder ao que? Mesmo, e
às vezes especialmente, nas coisas difíceis, temos uma gloriosa oportunidade de
refletir. Quando Jesus promete paz, Ele quer que nós a desfrutemos agora. Claro
que será perfeito na era a vir, mas não pode ser abalado.
Não temos controle sobre nossas circunstâncias, mas temos controle sobre se
achamos paz nelas.
O apóstolo Paulo entendeu isso bem, e ele poderia fazê-lo para sempre (2
Coríntios 11: 23-27). Ei, ele foi punido 39 chibatadas - várias vezes. Ele foi
espancado com varas, apedrejado perto da morte e naufragou três vezes. Ele e
seus amigos tiveram perigos na cidade, perigos no deserto e perigos no mar. Ele
experimentou noites sem sono, fome, sede, frio, exposição e pior.
No entanto, em Filipenses 4: 11-13, Paulo pode dizer com certeza,
Em todas e quaisquer circunstâncias, aprendi o segredo de
estar contente na abundância e fome, fartura e necessidade. Posso fazer todas
as coisas através dEle que me fortalece.
Por que Paulo pode dizer isso?
Paulo não esperava que sua vida fosse fácil. Se você está procurando um lugar
para ficar no mundo, então você deve encontrar um lugar onde você possa
encontrar os melhores lugares para ficar , saúde, conforto, provisão e esperança
que não podemos encontrar neste mundo.
Paulo entendeu
que "essa leve e momentânea aflição está nos tornando um eterno peso de
glória além de tudo. (2 Coríntios 4: 17-18). Por causa do transcendente, "Uma
oportunidade para iluminar a luz de Jesus no nosso mundo sombrio e, no
processo, para glorificar o nosso Deus".
Se desejamos o contentamento neste mundo, nós, como Paulo, precisamos meditar
sobre a realidade de Jesus Cristo. A vida em Cristo não é algo. Se abraçamos
Jesus e tudo o que Ele fez por nós, esta é a nossa realidade agora.
"Paz eu deixo com você; minha paz, Eu dou a você.
Não como o mundo me dá, Eu dou a você.” (João 14:27)
Adrien Segal, em
https://www.desiringgod.org/articles/do-you-wake-up-discontent
sexta-feira, 2 de novembro de 2018
Crer ou não crer
“Não estamos sós, mas a crueza
não se dissipa só porque cremos. Há fatos que não poderão ser alterados,
sofrimentos que não poderão ser evitados. Mas Deus me sustenta. Minha fé não
pode me colocar na ilusão de que Deus viverá por mim o que a mim cabe viver.
Ele me fará perceber a Sua presença me sustentando, e só.
Essa desolação que nos ocorre
quando abandonamos a infantilidade em relação à fé é muito saudável. É a partir
dela que passamos a conhecer o verdadeiro papel de Deus em nossa vida. Como
dizia Santo Agostinho, um Deus que me ama para que eu possa amar, que me
encoraja para que eu tenha coragem. Um Deus que antecede em tudo na minha
essência e que depois me dá condições de fazer o mesmo com os outros.
Quando a espiritualidade nos
proporciona o conhecimento de nossas forças humana, estamos, de fato, sendo
movidos pelo Sagrado. Somos o lugar onde Deus ressoa. Sua ação em nós consiste
em nos fazer agir. Ele está antes de todo movimento humano, como um alicerce
antecedendo e permitindo o equilíbrio das paredes. Ele é antes de nós, em nós,
misteriosamente em nós. Sob Sua graça vivemos. É ela que sustenta, mas sem
nunca dispensar o nosso empenho.
... Às vezes eu observo como a
maneira como as pessoas rezam. Chego à conclusão de que não há transcendência naquela
relação. Para muitos, a oração parece ser uma oportunidade de esclarecer a Deus
o que Ele não é capaz de esclarecer sozinho. Rezamos como se estivéssemos dando
ordens. Queremos determinar o agir de Deus, como se Ele não soubesse o que
precisa ser feito. É uma inversão de ordem!
Nós somos sábios, conscientes de
toda realidade, pedindo que Deus faça o que julgamos achar ser o melhor a ser
feito. Não me adapto a essa religiosidade. Prefiro fazer da minha oração uma
oportunidade de confiar a Deus as minhas necessidades. Há muito tempo preferi
assumir essa postura. Sempre que eu me colocava diante de Deus como um pedinte,
era natural que eu pedisse a Ele o que eu mais queria. Mas nem sempre o meu
querer corresponde à minha necessidade.
O meu querer está à flor da pele,
ao passo que minhas necessidades são mais profundas. Eu sei o que quero, mas
nem sempre sei o que necessito, sinto-me mais honesto no reconhecimento de
minha incapacidade de saber o que devo pedir. E então assumo o papel de filho
que não sabe o que pedir. Mas Ele sabe o que necessito. Minha fé não me permite
desrespeitar essa fronteira. Ele é Deus!
Quando insisto em dizer a Ele o
que deve ser feito, alimento, ainda que inconscientemente, uma desproteção.
Preciso dizer, comandar, fiscalizar, recordar, esclarecer. Deixa de ser fé,
passa a ser projeção, pretensão de ser deus de Deus. Fazemos tudo isso de
maneira muito cândida, com as vozes em meio-tom, simulando resignação, submissão,
humildade. Mas na verdade nossas orações podem ser uma expressão de ‘neopaganismo’,
uma vez que o ser humano assume o centro da relação, ficando Deus à margem.
Compreendo que essa forma
equivocada de oração venha de nossa dificuldade em lidar com nossas limitações.
Somos humanos, somos insuficientes. Mas não queremos ser. Diante dos limites há
muitas formas de reagir. Uma religiosidade fecunda pode nos ajudar muito na
lida com esses limites. A fé em Deus nos redime diariamente nos fornecendo
instrumentos de superação. A fé nos reconcilia com os limites, ensinando-nos a
confiança em Sua proteção. Uma proteção que se expressa no cuidado que
aprendemos a ter. Sim, o limite me motiva ao cuidado.”
Padre Fábio de Melo, em
Crer ou não crer,
Páginas 23 a 26, trechos,
Pe. Fábio de Melo e Leandro Karnal, prefácio de Mario Sergio Cortella
quarta-feira, 17 de outubro de 2018
Sou parte de um legado
“Pare comigo por um instante e considere o seguinte: o
corpo – o rosto, as formas, a cor – contém marcas que nos identificam como
indivíduos. Essas marcas vêm do nosso DNA e nos tornam reconhecíveis para os
outros; são a impressão de Deus em cada um de nós. Essas poucas características
alcançam possibilidades infinitas quando rearranjadas em diferentes formas e
tamanhos.
Ser capaz de aceitar o prodígio e o milagre da própria
personalidade, ainda que imperfeita ou ‘acidental’, e confiá-la às mãos de quem
a fez, é uma das grandes conquistas na vida. Seu ‘número de registro’ está em
você. Seu DNA tem importância porque a essência de quem você é importa, e quem
você é, conforme o que foi planejado importa. Cada pequena característica e
‘contingência’ da sua personalidade é importante. Considere o DNA a impressão
soberana de Deus em você.”
Ravi Racharias
Quem somos não é individual. Não nascemos do nada e de ninguém. Fomos criados
por Deus e gerados por nossos pais. Nosso DNA importa. A história de nossos
pais importa. O local onde nascemos importa. Nossa vida não é isolada. Fazemos
parte de uma teia de histórias. Somos parte de nossa família, de nossa cidade,
de nossa nação. Sendo assim, quem somos nós? Quem é você? Quem sou eu?
Meu nome é Priscilla Rocha Chaves. Sou filha do Davi e da Mirian. Irmã do David
Hudson e João Marcos. Neta do Pedro e da Marciana, do Levy e da Maria. Mais
conhecida como Pri de Luz, pois nasci e vivi e maior parte de minha vida na
cidade de Luz, Minas Gerais, Brasil. Sou brasileira, mineira, luzense, filha,
irmã, pessoa... De onde vim? De que legado sou parte?
Vamos
começar com a história da minha cidade, pra você entender o contexto em que
cresci, vivo (enquanto escrevo essa reflexão) e como tudo começou: A história
da cidade de Luz começa com dois fazendeiros: Camargos e Cocais que brigaram
feio. As esposas desses dois homens resolvem construir um altar para “N.
S. da Luz” (daí o nome da cidade ser Luz) para que eles parassem de
brigar. Onde foi construído esse altar, depois foi construída a primeira igreja
católica, que existe até hoje, chamada de Santuário.
Luz
se tornou sede de bispado da igreja católica. Aqui tem um palácio (literalmente)
onde o bispo mora. Luz
foi a primeira cidade do Brasil a ser emancipada, porque o bispo em pessoa
conversou com o presidente da República, e pediu que fizesse daqui uma cidade,
já que aqui era sede de bispado e não era ainda cidade. Grande parte das casas
foram construídas pela Mitra (um tipo de conselho da igreja católica) há muito
tempo atrás. Luz também é a primeira cidade do Brasil onde se teve Rodeio de
peão (apesar de hoje, os rodeios de cidades como Uberaba, Barretos e outras,
serem muito mais conhecidos e frequentados).
Como
o Evangelho chegou a Luz se aqui não deixavam entrar "protestantes"
e muito menos viver gente “crente”? Um primo do meu pai, Alcides,
ganhou uma Bíblia e lendo a Bíblia seus olhos se abriram e ele enxergou muitas
coisas na Bíblia, em sua vida e na cidade que não condiziam com o que a Palavra
de Deus ensina e uma briga foi comprada (assim como Martinho Lutero).
Infelizmente ele morreu novo, mas a semente ficou. Uma de suas filhas (Adélia)
casou-se com pastor e juntos pastoreiam uma igreja na zona rural da cidade de
Brasília até hoje.
Meu
avô Pedro, pai do meu pai, aprendeu a ler lendo a Bíblia e construiu uma das
primeiras igrejas evangélicas da cidade de Luz, lá na fazenda. E quando o
Alcides morreu, como não queriam deixar enterrar ele no cemitério da cidade,
tiveram que usar da “influência” que tinham para que o bispo, que amaldiçoou um
pedaço do cemitério para enterrar os crentes, deixasse que ele fosse enterrado.
Mas as igrejas evangélicas aqui
sempre passaram por lutas e problemas. E em sua maioria nunca cresceram. Todas
tem uma frequência bem pequena de membros. Eu cresci numa igreja com poucas
pessoas e é assim até hoje. Nossa igreja atualmente tem uma frequência de 7 a
10 pessoas por culto.
Quando
era mais nova, eu passava de casa em casa chamando as crianças para ir na
escola bíblica, que eu organizava e contava histórias, fazia brincadeiras e
dava um lanchinho. Os padres e professoras de catequese passavam na porta da
igreja e anotavam o nome das crianças, iam de casa em casa e diziam para os
pais que se os filhos continuassem indo lá, eles seriam excomungados. Na outra
semana, nenhum pai deixava mais eu levar o filho deles. Hoje, muitas dessas
crianças são prostitutas, traficantes, ou estão no homossexualismo,
lesbianismo, mas a tradição católica é tão forte que, na maioria das vezes, a
família prefere seus filhos em qualquer lugar, longe dos crentes! Muita gente
(são inúmeras histórias) já foi na igreja, aos prantos, com overdose, separando
no casamento, e precisando de ajuda, mas não voltou por causa da pressão da
família (eles nos contam, até com receio de serem ouvidos e pagarem por isso,
como se tivessem fazendo algo errado em conversar conosco)...
Minha
mãe, Mirian, nascida em Santa Bárbara do Oeste/SP (meu pai é quem é natural de
Luz), fez seminário e com 19 anos foi chamada pra trabalhar em Luz como
missionária da Igreja Presbiteriana. Aqui ela conheceu meu pai, se casou e por
aqui ficou. Dediquei o primeiro livro desta série, o Graça por graça,
à minha mãe. Por quê? Por sua perseverança em uma obra aparentemente sem
resultados (você pastorearia uma igreja por mais de 30 anos, com uma frequência
tão pequena e em um ambiente cultural não tão recíproco ao Evangelho?). Por seu
amor a Deus, acima de todas as coisas. Pela mulher de Deus e de fé que ela é.
Se
hoje sou filha de Deus, reconheço, devo grande parte disso ao fato de ser filha
de minha mãe, devo parte à história do Evangelho em Luz que chegou por meio da
obra de Deus na vida e na família do meu pai. Aliás, se você quer conhecer mais
sobre como a Bíblia, sozinha, sem missionários, trouxe a “primeira conversão”
em Luz, há um livro chamado “Sozinha”, escrito por Miguel
Rizzo Jr. (publicação autônoma), que conta a história de um modo bem
detalhado.
Essa
sou eu, a Pri de Luz, parte de um legado cristão, do qual tenho a
alegria, privilégio e responsabilidade de ser parte e levar adiante. E você,
quem é? Qual é a sua história?
domingo, 14 de outubro de 2018
CAMINHANDO COM DEUS EM MEIO À DOR E AO SOFRIMENTO | RE:VIEW
Pessoal, estou lendo este livro por indicação deste vídeo.
O livro é tão
bom e tão profundo que estou lendo o mais devagar possível para
absorver ao máximo cada trechinho.
bom e tão profundo que estou lendo o mais devagar possível para
absorver ao máximo cada trechinho.
Estou passando para recomendar a
leitura dele.
leitura dele.
Se você ainda não leu e/ou nunca ouviu falar do livro
CAMINHANDO COM DEUS EM MEIO À DOR E AO SOFRIMENTO, por Timothy Keller,
dê uma espiadinha nesta resenha 
sexta-feira, 5 de outubro de 2018
Os três ladrões
“Era uma vez, há muito tempo,
numa terra tão distante que um par de pés não podia alcançar numa única vida,
um dervixe*.
Ele costumava perambular de uma cidade a outra buscando doações e oferecendo
sabedoria quando isso lhe fosse solicitado.
Certa manhã de inverno, enquanto
caminhava por um território descampado entre dois reinos, viu uma laranjeira
carregada de pontos maduros. Há semanas não via uma fruta, pois o inverno
trouxera uma neve espessa e congelara todos os lagos. Então, foi até à árvore e
começou a colher as melhores laranjas. Enquanto colhia as frutas, percebeu uma
luz intensa vinda de uma colina próxima. Curioso para saber o que estava
causando aquela luz estranha, deixou as laranjas e se aproximou cuidadosamente.
Protegendo os olhos com as mãos,
percebeu que a luz irradiava de uma fissura na montanha. Chegou mais perto, pé
ante pé, e espiou pela rachadura. A luz o ofuscou. Acreditando que era o covil
do Anjo da Morte, virou-se e correu para longe o mais rápido que pode.
O dervixe correu e correu até ver
três homens de pé sob uma árvore. Eram ladrões e o teriam matado, mas ficaram
curiosos para saber do que ele estava fugindo. Antes que pudessem interrogá-lo,
o dervixe gritou: ‘O Anjo da Morte está na montanha, e seu rosto brilha como
ouro!’. Os ladrões, que tinham ouvido falar de um fabuloso tesouro perdido e o
procuravam, corretamente deduziram que o dervixe topara com a caverna do
tesouro. Pediram que lhes mostrasse a localização da caverna, para que pudessem
ficar longe dela. O dervixe concordou e os levou até à entrada da caverna.
Agradecendo a Deus os ter
conduzido até à fortuna, os ladrões mandaram o dervixe embora e deslizaram pela
fresta para colocar as mãos no tesouro. A caverna estava cheia de sacos de
moedas de ouro, esmeraldas e rubis e chegava a ultrapassar a cobiça dos homens.
Percebendo que o tesouro era
grande demais para que pudesse ser levado nas costas, os ladrões enviaram o
mais jovem até à cidade para encontrar um cavalo e trazer alguma comida. Quando
chegou à cidade, o ladrão mais jovem roubou um cavalo e comprou dois kebabs,
que envenenou. Galopou de volta até a caverna, onde seus irmãos ladrões estavam
esperando para matá-lo, com o propósito de dividir o tesouro entre eles dois.
Assim que o ladrão mais jovem
voltou, sua garganta foi cortada pelos outros. Procurando na sua bolsa,
encontraram os kebabs, comeram-nos e caíram mortos. Amarrado do lado de fora,
o cavalo conseguiu se soltar e fugiu.
Quanto ao tesouro, ainda está na
caverna, protegido por três esqueletos e pelo Anjo da Morte.”
Tahir Shah, em
Nas noites árabes,
Uma caravana de histórias,
Páginas 128/129
*dervixe - religioso muçulmano
que segue uma
vida de pobreza
e austeridade
segunda-feira, 1 de outubro de 2018
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