terça-feira, 6 de novembro de 2018

Você acorda descontente?

“É possível estar contente em todas as coisas?

Como seria? Era como uma centena de frustrações e inconvenientes que o salário estava na minha mente todos os dias para desafiar o contentamento, e muitas vezes.

Tenho um pescoço rígido. Esse travesseiro tem que ir.
O que eu vou usar? Estou cansada de todas as minhas roupas!
A argamassa em nosso banheiro precisa ser reparada.
Todo mundo quer algo diferente para o café da manhã.
Meu marido quer usar uma camisa que eu não tive tempo de passar.
Por que tem que chover?

Minha mente está agitada com descontentamento, e nem sequer são 8:00 da manhã! Queremos todos os pequenos detalhes. Então, é claro, existem coisas fora do nosso controle, ensaios que mudam a vida, que perturbam nossas vidas: crianças rebeldes, doenças, deficiência, perda de um ente querido, perda de emprego, desastre natural, fome, terrorismo.

Grandes e pequenas coisas exercem o poder de destruir o contentamento.

A vida no mundo desafia o contentamento. Talvez não devamos nos surpreender. Parte do problema é que estamos olhando para o mundo para proporcionar conforto, estabilidade, segurança, provisão, amor e esperança.


Ninguém e nada no mundo realmente podem nos prometer que podemos ter um bom trabalho, um bom lar, muito para comer, bons amigos, uma familia amorosa, boa saúde, segurança ou muito mais de qualquer outra coisa. Você pode "jogar pelas regras" trabalhando duro, ser responsável e ser gentil com os outros, mas não há nenhuma promessa que pagará no final. O mundo é frágil e imprevisível. Uma doença, um ataque terrorista, uma guerra, um divórcio e um milhão de outras coisas podem acontecer a qualquer momento. Em um instante, nosso mundo está quebrado.


Pergunto-me o que as pessoas estão fazendo em Houston? Alguns até perderam seus entes queridos em poucos dias porque um furacão subitamente percorreu seu bairro. Quaisquer expectativas que a família tenha tido na semana anterior ao furacão desapareceram agora. Toda a satisfação repentina significa uma cama, uma refeição quente e roupas doadas.


Deus sabe que vivemos neste mundo impróprio e caído, então porque a Bíblia nos diz que nos contentamos? Como podemos nos contentar com condições tão incertas? A verdade é que a Bíblia nunca nos instrui a encontrar nosso contentamento no mundo. Na verdade, é exatamente o contrário.


Jesus diz que "No mundo você terá tribulação. Mas tenha bom ânimo; Eu venci o mundo" (João 16:33). Dificuldade e tribulação virão. Mas Jesus diz que ainda podemos ter paz. Como? Jesus venceu o mundo. Jesus venceu o mundo! Está pronto!

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Como estamos? Nosso coração está cheio de vontade de responder ao que? Mesmo, e às vezes especialmente, nas coisas difíceis, temos uma gloriosa oportunidade de refletir. Quando Jesus promete paz, Ele quer que nós a desfrutemos agora. Claro que será perfeito na era a vir, mas não pode ser abalado.

Não temos controle sobre nossas circunstâncias, mas temos controle sobre se achamos paz nelas.

O apóstolo Paulo entendeu isso bem, e ele poderia fazê-lo para sempre (2 Coríntios 11: 23-27). Ei, ele foi punido 39 chibatadas - várias vezes. Ele foi espancado com varas, apedrejado perto da morte e naufragou três vezes. Ele e seus amigos tiveram perigos na cidade, perigos no deserto e perigos no mar. Ele experimentou noites sem sono, fome, sede, frio, exposição e pior.

No entanto, em Filipenses 4: 11-13, Paulo pode dizer com certeza,

    Em todas e quaisquer circunstâncias, aprendi o segredo de estar contente na abundância e fome, fartura e necessidade. Posso fazer todas as coisas através dEle que me fortalece.

Por que Paulo pode dizer isso? 

Paulo não esperava que sua vida fosse fácil. Se você está procurando um lugar para ficar no mundo, então você deve encontrar um lugar onde você possa encontrar os melhores lugares para ficar , saúde, conforto, provisão e esperança que não podemos encontrar neste mundo.


Paulo entendeu que "essa leve e momentânea aflição está nos tornando um eterno peso de glória além de tudo. (2 Coríntios 4: 17-18). Por causa do transcendente, "Uma oportunidade para iluminar a luz de Jesus no nosso mundo sombrio e, no processo, para glorificar o nosso Deus".


Se desejamos o contentamento neste mundo, nós, como Paulo, precisamos meditar sobre a realidade de Jesus Cristo. A vida em Cristo não é algo. Se abraçamos Jesus e tudo o que Ele fez por nós, esta é a nossa realidade agora.



    "Paz eu deixo com você; minha paz, Eu dou a você. Não como o mundo me dá, Eu dou a você.” (João 14:27) 

Adrien Segal, em



https://www.desiringgod.org/articles/do-you-wake-up-discontent

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Crer ou não crer

“Não estamos sós, mas a crueza não se dissipa só porque cremos. Há fatos que não poderão ser alterados, sofrimentos que não poderão ser evitados. Mas Deus me sustenta. Minha fé não pode me colocar na ilusão de que Deus viverá por mim o que a mim cabe viver. Ele me fará perceber a Sua presença me sustentando, e só.

Essa desolação que nos ocorre quando abandonamos a infantilidade em relação à fé é muito saudável. É a partir dela que passamos a conhecer o verdadeiro papel de Deus em nossa vida. Como dizia Santo Agostinho, um Deus que me ama para que eu possa amar, que me encoraja para que eu tenha coragem. Um Deus que antecede em tudo na minha essência e que depois me dá condições de fazer o mesmo com os outros.

Quando a espiritualidade nos proporciona o conhecimento de nossas forças humana, estamos, de fato, sendo movidos pelo Sagrado. Somos o lugar onde Deus ressoa. Sua ação em nós consiste em nos fazer agir. Ele está antes de todo movimento humano, como um alicerce antecedendo e permitindo o equilíbrio das paredes. Ele é antes de nós, em nós, misteriosamente em nós. Sob Sua graça vivemos. É ela que sustenta, mas sem nunca dispensar o nosso empenho.

... Às vezes eu observo como a maneira como as pessoas rezam. Chego à conclusão de que não há transcendência naquela relação. Para muitos, a oração parece ser uma oportunidade de esclarecer a Deus o que Ele não é capaz de esclarecer sozinho. Rezamos como se estivéssemos dando ordens. Queremos determinar o agir de Deus, como se Ele não soubesse o que precisa ser feito. É uma inversão de ordem!

Nós somos sábios, conscientes de toda realidade, pedindo que Deus faça o que julgamos achar ser o melhor a ser feito. Não me adapto a essa religiosidade. Prefiro fazer da minha oração uma oportunidade de confiar a Deus as minhas necessidades. Há muito tempo preferi assumir essa postura. Sempre que eu me colocava diante de Deus como um pedinte, era natural que eu pedisse a Ele o que eu mais queria. Mas nem sempre o meu querer corresponde à minha necessidade.

O meu querer está à flor da pele, ao passo que minhas necessidades são mais profundas. Eu sei o que quero, mas nem sempre sei o que necessito, sinto-me mais honesto no reconhecimento de minha incapacidade de saber o que devo pedir. E então assumo o papel de filho que não sabe o que pedir. Mas Ele sabe o que necessito. Minha fé não me permite desrespeitar essa fronteira. Ele é Deus!

Quando insisto em dizer a Ele o que deve ser feito, alimento, ainda que inconscientemente, uma desproteção. Preciso dizer, comandar, fiscalizar, recordar, esclarecer. Deixa de ser fé, passa a ser projeção, pretensão de ser deus de Deus. Fazemos tudo isso de maneira muito cândida, com as vozes em meio-tom, simulando resignação, submissão, humildade. Mas na verdade nossas orações podem ser uma expressão de ‘neopaganismo’, uma vez que o ser humano assume o centro da relação, ficando Deus à margem.

Compreendo que essa forma equivocada de oração venha de nossa dificuldade em lidar com nossas limitações. Somos humanos, somos insuficientes. Mas não queremos ser. Diante dos limites há muitas formas de reagir. Uma religiosidade fecunda pode nos ajudar muito na lida com esses limites. A fé em Deus nos redime diariamente nos fornecendo instrumentos de superação. A fé nos reconcilia com os limites, ensinando-nos a confiança em Sua proteção. Uma proteção que se expressa no cuidado que aprendemos a ter. Sim, o limite me motiva ao cuidado.”

Padre Fábio de Melo, em

Crer ou não crer,

Páginas 23 a 26, trechos,


Pe. Fábio de Melo e Leandro Karnal, prefácio de Mario Sergio Cortella

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Sou parte de um legado

“Pare comigo por um instante e considere o seguinte: o corpo – o rosto, as formas, a cor – contém marcas que nos identificam como indivíduos. Essas marcas vêm do nosso DNA e nos tornam reconhecíveis para os outros; são a impressão de Deus em cada um de nós. Essas poucas características alcançam possibilidades infinitas quando rearranjadas em diferentes formas e tamanhos.

Ser capaz de aceitar o prodígio e o milagre da própria personalidade, ainda que imperfeita ou ‘acidental’, e confiá-la às mãos de quem a fez, é uma das grandes conquistas na vida. Seu ‘número de registro’ está em você. Seu DNA tem importância porque a essência de quem você é importa, e quem você é, conforme o que foi planejado importa. Cada pequena característica e ‘contingência’ da sua personalidade é importante. Considere o DNA a impressão soberana de Deus em você.”

Ravi Racharias

            Quem somos não é individual. Não nascemos do nada e de ninguém. Fomos criados por Deus e gerados por nossos pais. Nosso DNA importa. A história de nossos pais importa. O local onde nascemos importa. Nossa vida não é isolada. Fazemos parte de uma teia de histórias. Somos parte de nossa família, de nossa cidade, de nossa nação. Sendo assim, quem somos nós? Quem é você? Quem sou eu?

            Meu nome é Priscilla Rocha Chaves. Sou filha do Davi e da Mirian. Irmã do David Hudson e João Marcos. Neta do Pedro e da Marciana, do Levy e da Maria. Mais conhecida como Pri de Luz, pois nasci e vivi e maior parte de minha vida na cidade de Luz, Minas Gerais, Brasil. Sou brasileira, mineira, luzense, filha, irmã, pessoa... De onde vim? De que legado sou parte?

Vamos começar com a história da minha cidade, pra você entender o contexto em que cresci, vivo (enquanto escrevo essa reflexão) e como tudo começou: A história da cidade de Luz começa com dois fazendeiros: Camargos e Cocais que brigaram feio. As esposas desses dois homens resolvem construir um altar para “N. S. da Luz” (daí o nome da cidade ser Luz) para que eles parassem de brigar. Onde foi construído esse altar, depois foi construída a primeira igreja católica, que existe até hoje, chamada de Santuário.

            Luz se tornou sede de bispado da igreja católica. Aqui tem um palácio (literalmente) onde o bispo mora. Luz foi a primeira cidade do Brasil a ser emancipada, porque o bispo em pessoa conversou com o presidente da República, e pediu que fizesse daqui uma cidade, já que aqui era sede de bispado e não era ainda cidade. Grande parte das casas foram construídas pela Mitra (um tipo de conselho da igreja católica) há muito tempo atrás. Luz também é a primeira cidade do Brasil onde se teve Rodeio de peão (apesar de hoje, os rodeios de cidades como Uberaba, Barretos e outras, serem muito mais conhecidos e frequentados).

            Como o Evangelho chegou a Luz se aqui não deixavam entrar "protestantes" e muito menos viver gente “crente”? Um primo do meu pai, Alcides, ganhou uma Bíblia e lendo a Bíblia seus olhos se abriram e ele enxergou muitas coisas na Bíblia, em sua vida e na cidade que não condiziam com o que a Palavra de Deus ensina e uma briga foi comprada (assim como Martinho Lutero). Infelizmente ele morreu novo, mas a semente ficou. Uma de suas filhas (Adélia) casou-se com pastor e juntos pastoreiam uma igreja na zona rural da cidade de Brasília até hoje.

Meu avô Pedro, pai do meu pai, aprendeu a ler lendo a Bíblia e construiu uma das primeiras igrejas evangélicas da cidade de Luz, lá na fazenda. E quando o Alcides morreu, como não queriam deixar enterrar ele no cemitério da cidade, tiveram que usar da “influência” que tinham para que o bispo, que amaldiçoou um pedaço do cemitério para enterrar os crentes, deixasse que ele fosse enterrado.
Mas as igrejas evangélicas aqui sempre passaram por lutas e problemas. E em sua maioria nunca cresceram. Todas tem uma frequência bem pequena de membros. Eu cresci numa igreja com poucas pessoas e é assim até hoje. Nossa igreja atualmente tem uma frequência de 7 a 10 pessoas por culto.
Quando era mais nova, eu passava de casa em casa chamando as crianças para ir na escola bíblica, que eu organizava e contava histórias, fazia brincadeiras e dava um lanchinho. Os padres e professoras de catequese passavam na porta da igreja e anotavam o nome das crianças, iam de casa em casa e diziam para os pais que se os filhos continuassem indo lá, eles seriam excomungados. Na outra semana, nenhum pai deixava mais eu levar o filho deles. Hoje, muitas dessas crianças são prostitutas, traficantes, ou estão no homossexualismo, lesbianismo, mas a tradição católica é tão forte que, na maioria das vezes, a família prefere seus filhos em qualquer lugar, longe dos crentes! Muita gente (são inúmeras histórias) já foi na igreja, aos prantos, com overdose, separando no casamento, e precisando de ajuda, mas não voltou por causa da pressão da família (eles nos contam, até com receio de serem ouvidos e pagarem por isso, como se tivessem fazendo algo errado em conversar conosco)...

Minha mãe, Mirian, nascida em Santa Bárbara do Oeste/SP (meu pai é quem é natural de Luz), fez seminário e com 19 anos foi chamada pra trabalhar em Luz como missionária da Igreja Presbiteriana. Aqui ela conheceu meu pai, se casou e por aqui ficou. Dediquei o primeiro livro desta série, o Graça por graça, à minha mãe. Por quê? Por sua perseverança em uma obra aparentemente sem resultados (você pastorearia uma igreja por mais de 30 anos, com uma frequência tão pequena e em um ambiente cultural não tão recíproco ao Evangelho?). Por seu amor a Deus, acima de todas as coisas. Pela mulher de Deus e de fé que ela é.

Se hoje sou filha de Deus, reconheço, devo grande parte disso ao fato de ser filha de minha mãe, devo parte à história do Evangelho em Luz que chegou por meio da obra de Deus na vida e na família do meu pai. Aliás, se você quer conhecer mais sobre como a Bíblia, sozinha, sem missionários, trouxe a “primeira conversão” em Luz, há um livro chamado “Sozinha”, escrito por Miguel Rizzo Jr. (publicação autônoma), que conta a história de um modo bem detalhado.


Essa sou eu, a Pri de Luz, parte de um legado cristão, do qual tenho a alegria, privilégio e responsabilidade de ser parte e levar adiante. E você, quem é? Qual é a sua história?

domingo, 14 de outubro de 2018

CAMINHANDO COM DEUS EM MEIO À DOR E AO SOFRIMENTO | RE:VIEW





Pessoal, estou lendo este livro por indicação deste vídeo.
O livro é tão
bom e tão profundo que estou lendo o mais devagar possível para
absorver ao máximo cada trechinho.
Estou passando para recomendar a
leitura dele.
Se você ainda não leu e/ou nunca ouviu falar do livro
CAMINHANDO COM DEUS EM MEIO À DOR E AO SOFRIMENTO, por Timothy Keller,
dê uma espiadinha nesta resenha

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Os três ladrões

“Era uma vez, há muito tempo, numa terra tão distante que um par de pés não podia alcançar numa única vida, um dervixe*. Ele costumava perambular de uma cidade a outra buscando doações e oferecendo sabedoria quando isso lhe fosse solicitado.

Certa manhã de inverno, enquanto caminhava por um território descampado entre dois reinos, viu uma laranjeira carregada de pontos maduros. Há semanas não via uma fruta, pois o inverno trouxera uma neve espessa e congelara todos os lagos. Então, foi até à árvore e começou a colher as melhores laranjas. Enquanto colhia as frutas, percebeu uma luz intensa vinda de uma colina próxima. Curioso para saber o que estava causando aquela luz estranha, deixou as laranjas e se aproximou cuidadosamente.

Protegendo os olhos com as mãos, percebeu que a luz irradiava de uma fissura na montanha. Chegou mais perto, pé ante pé, e espiou pela rachadura. A luz o ofuscou. Acreditando que era o covil do Anjo da Morte, virou-se e correu para longe o mais rápido que pode.

O dervixe correu e correu até ver três homens de pé sob uma árvore. Eram ladrões e o teriam matado, mas ficaram curiosos para saber do que ele estava fugindo. Antes que pudessem interrogá-lo, o dervixe gritou: ‘O Anjo da Morte está na montanha, e seu rosto brilha como ouro!’. Os ladrões, que tinham ouvido falar de um fabuloso tesouro perdido e o procuravam, corretamente deduziram que o dervixe topara com a caverna do tesouro. Pediram que lhes mostrasse a localização da caverna, para que pudessem ficar longe dela. O dervixe concordou e os levou até à entrada da caverna.

Agradecendo a Deus os ter conduzido até à fortuna, os ladrões mandaram o dervixe embora e deslizaram pela fresta para colocar as mãos no tesouro. A caverna estava cheia de sacos de moedas de ouro, esmeraldas e rubis e chegava a ultrapassar a cobiça dos homens.

Percebendo que o tesouro era grande demais para que pudesse ser levado nas costas, os ladrões enviaram o mais jovem até à cidade para encontrar um cavalo e trazer alguma comida. Quando chegou à cidade, o ladrão mais jovem roubou um cavalo e comprou dois kebabs, que envenenou. Galopou de volta até a caverna, onde seus irmãos ladrões estavam esperando para matá-lo, com o propósito de dividir o tesouro entre eles dois.

Assim que o ladrão mais jovem voltou, sua garganta foi cortada pelos outros. Procurando na sua bolsa, encontraram os kebabs, comeram-nos e caíram mortos. Amarrado do lado de fora, o cavalo conseguiu se soltar e fugiu.

Quanto ao tesouro, ainda está na caverna, protegido por três esqueletos e pelo Anjo da Morte.”


Tahir Shah, em

Nas noites árabes,
Uma caravana de histórias,

Páginas 128/129


*dervixe - religioso muçulmano que segue uma vida de pobreza e austeridade