quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Fomos feitos pra OUTRO mundo!


"Se as pessoas tivessem a capacidade de examinar seu coração, saberiam que o que desejam, e o fazem de forma contundente, é algo que não se pode obter neste mundo. Há tantas coisas neste mundo nos prometendo aquilo que desejamos, mas nunca cumprem a promessa. 

O anseio que é despertado em nós quando nos apaixonamos pela primeira vez, ou pensamos em morar num país estrangeiro, ou nos dedicamos a um assunto que realmente nos empolga, tudo se resume a desejos que nenhum casamento, viagem ou aprendizado pode realmente satisfazer.”

 Ao descobrir em mim um desejo que nenhuma experiência deste mundo poderia satisfazer, a explicação mais provável é que eu tenha sido feito para outro mundo. 

Se nenhum dos meus prazeres terrenos consegue me satisfazer, isso não prova que o universo é uma fraude. Provavelmente os prazeres terrenos nunca tivessem tido a intenção de satisfazer esse desejo, mas apenas de despertá-lo para levá-lo à satisfação real. Nesse caso, tenho de cuidar, por um lado, para nunca desprezar ou ser ingrato por essas bênçãos terrenas e, por outro, nunca tomá-las equivocadamente por algo mais do que elas são: meras cópias, eco ou miragem. Tenho de manter vivo em mim o desejo pelo meu verdadeiro país de destino, aquele que não encontrarei antes da minha morte; nunca devo deixar que ele me sufoque ou fique de lado; a jornada para esse outro mundo e a ajuda para que os outros façam a mesma coisa devem se tornar o objeto principal da vida.”

C. S. Lewis,

Em Cristianismo puro e simples,
trechos das páginas 181 a 184



sábado, 2 de novembro de 2019

Deus não me atendeu! Que decepção!


“ ‘Nabucodonosor lhes dirigiu a palavra e disse: Ó Sadraque, Mesaque e Abedenego, é verdade que não cultuais a meus deuses nem adorais a estátua de ouro que levantei? Pois [...] se não a adorardes, sereis lançados na mesma hora numa fornalha de fogo ardente; e quem é esse deus que vos poderá livrar das minhas mãos?

Ó Nabucodonosor, não precisamos responder-te sobre isso. O nosso Deus, a quem cultuamos, pode nos livrar da fornalha de fogo ardente; e Ele nos livrará da tua mão, ó rei. MAS SE NÃO, fica sabendo, ó rei, que não cultuaremos teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste.’ (Dn 3:14-18)

A confiança dos três estava depositada em Deus, e não no seu entendimento limitado do que achavam que o Senhor faria. Confiavam de todo coração que Deus iria resgatá-los. Todavia, não eram arrogantes a ponto de achar que ‘estavam lendo Deus corretamente’. Sabiam que Deus não tinha obrigação de agir conforme a sabedoria limitada deles três. Ou seja, a confiança dos jovens estava em Deus, e não em algum plano que achavam que Deus cumpriria. Confiavam em Deus, e isso incluía a confiança de que o Senhor sabia melhor do que eles o que deveria acontecer. Em essência, disseram: ‘Mesmo que o nosso Deus não nos socorra – e tudo bem se assim for – , vamos servir a Ele, e não ao senhor. Vamos servir ao nosso Deus, quer Ele esteja de acordo com a nossa sabedoria, quer não. Não desobedecemos ao rei porque achamos que Deus vai nos poupar; desobedecemos porque nosso Deus é Deus.

Ouço muito as pessoas dizerem: ‘Se queremos que Deus nos abençoe, devemos crer com todo fervor, sem jamais duvidar, que Ele VAI nos abençoar. Temos de clamar por nossa bênção com certeza absoluta de que iremos recebê-la.’ Mas não é isso que vemos aqui ou mesmo em outros lugares da Bíblia. Pensemos nos grandes servos de Deus, de Abraão a José, de Davi ao próprio Jesus Cristo, que oraram muito, mas NÃO obtiveram sempre a resposta desejada. Se orarmos: ‘Querido Deus, SEI que vais responder a esta oração. Tu NÃO PODES deixar de respondê-la’, então nossa confiança não está verdadeiramente na sabedoria de Deus, e sim na nossa. Como pastor, tenho ouvido inúmeras vezes: ‘Confiei em Deus, orei tanto por isso ou aquilo, e Deus não me atendeu. Que decepção!’. Contudo, para sermos mais precisos, a fé e a esperança mais profunda dessas pessoas estavam no plano que fizeram para suas vidas, e Deus não passava de um meio para alcançarem seu objetivo. Na melhor das hipóteses, estavam confiando em Deus e também nos próprios planos. Mas os três rapazes confiaram em Deus e ponto-final.

Superficialmente, a abordagem do ‘eu tenho certeza de que Deus vai nos resgatar’ aparenta confiança, mas no fundo está repleta de ansiedade e insegurança. Nosso medo é que talvez Deus NÃO responda ao nosso pedido de livramento. Sadraque, Mesaque e Abednego, no entanto confiavam em Deus inteiramente. Por isso não vacilaram nem um pouco. Espiritualmente, eles já tinham passado pela prova de fogo. Estavam prontos para o livramento ou a morte – de um jeito ou de outro, tinham certeza de que Deus seria glorificado e que estariam junto dEle. Os rapazes sabiam que Deus os livraria DA morte ou POR MEIO da morte.

A maior alegria dos três era glorificar a Deus, e não usá-lO para alcançar seus objetivos na vida. Como resultado, mostraram-se destemidos. Nada conseguiria derrotá-los.”

Timothy Keller, em
Caminhando com Deus em meio à dor e ao sofrimento,
Trechos das páginas 250 a 252

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Comamos e bebamos que amanhã morreremos


"'Se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos, que amanhã morreremos.' ( I Co 15:32). O que ele quer dizer com a frase 'comamos e bebamos' é que, sem esperança da ressurreição, é melhor buscar os prazeres comuns e evitar sofrimento extraordinário. Essa foi a vida que Paulo rejeitou como cristão. Por isso, se os mortos não ressuscitam, e se não existe Deus no céu, ele não teria esmurrado o seu corpo como fez. Não teria rejeitado bons pagamentos por suas tendas, como fez. Não teria encarado as cinco ocasiões em que recebeu trinta e nove chicotadas. Não teria suportado três surras com varas. Não teria arriscado sua vida enfrentando ladrões, desertos, rios, cidades, mares e multidões zangadas. Não teria aceitos noites sem dormir, frio e nudez. Não teria tolerado por tanto tempo cristãos desviados e hipócritas ( II Co11:23-29). Em lugar disso, teria simplesmente levado uma boa vida de conforto e tranquilidade, como um judeu respeitável com as prerrogativas da cidadania romana. 

Quando Paulo diz: 'se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos', ele não está dizendo: 'sejamos todos libertinos'. O que ele tem em mente é uma vida normal, simples, confortável e comum de prazeres humanos que podemos ter sem nos incomodar com céu ou inferno, pecado ou santidade, Deus - SE não existir ressurreição. E o que me deixa pasmo nessa linha de pensamento é que muitos que se dizem cristãos parecem buscar exatamente isso, e o chamam de cristianismo. 

Paulo não considerava seu relacionamento com Cristo a chave para tirar o máximo de conforto e prazer NESTA VIDA. Não, o relacionamento de Paulo com Cristo era um chamado para escolher o sofrimento - um sofrimento que estava além do que daria 'sentido', 'beleza' ou 'heroísmo' ao ateísmo. Era um sofrimento que teria sido totalmente estúpido e de dar dó, se não há ressurreição que conduza à presença alegre de Cristo."


John Piper, em
Em busca de Deus,
Trechos da página 221


segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Você sabia que ABA é um grito/clamor?


“Quantos de nós já ouvimos ABA exposto como a pronúncia infantil das palavras ‘pa-pa’ ou ‘papai’? Esse brado, entretanto, no contexto das Escrituras, não é uma pronúncia infantil. O brado ABA é um grito. Esse brado não é tanto o som de um bebê olhando para o pai e rindo, quanto é o som de uma criança gritando: ‘Papai!’ – quando atacada por um buldogue furioso. Trata-se da teologia do brado essencial.

De todos os aspectos perturbadores do orfanato no qual encontramos nossos meninos (o autor e a esposa adotaram 2 meninos), um se sobressai em horror. Era silencioso. No lugar havia um silêncio sinistro, mais quieto que a Biblioteca do Congresso, apesar de haver berços cheios de bebês em cada cômodo. Se você prestasse atenção, poderia ouvir o som de um balanço suave – os bebês balançando a si próprios, em seus berços. Eles não choravam, porque ninguém respondia a seu choro. Então paravam. Isso é desumano, em seu horror.

É mediante esse tipo de oração (ABA) que sabemos que recebemos o ‘espírito de adoção’ (Rm 8:15). Por meio dessa oração que ‘o próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros’ (Rm 8:16-17). Às vezes essa passagem confunde os crentes porque supomos que isso signifique existir um lembrete interno assegurando-nos de que realmente somos filhos de Deus. Supomos que isso signifique um tipo de paz em nosso coração, a tranquilidade da segurança. Na verdade, trata-se do contrário.

Paradoxalmente, a Bíblia fala de nossa adoção em Cristo como um acontecimento passado, mas também como um acontecimento futuro. ‘Gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos’, Paulo escreveu; e ele nos disse a que isso se assemelha: à ‘redenção do nosso corpo’ (Rm 8:23). Legalmente pertencemos a nosso Pai. Porém, enquanto nossos corpos estão morrendo, e o universo ofega em dores ao nosso redor, com certeza parece que ainda somos órfãos. Por fé sabemos que somos filhos, ainda não o sabemos por vista.

Certa vez, durante um encontro com vários amigos, parei de ouvir a pessoa que falava comigo e curvei a cabeça para ouvir uma conversa que outro homem (muito mais velho e sábio) mantinha com outros. Ele falava de antigos padrões judeus de oração e de como eles são diferentes dos padrões contemporâneos. Os primeiros cristãos judeus, nossos antepassados, ele disse, raramente oravam em silêncio e com a cabeça baixa. Em vez disso, oravam em voz alta, com os braços estirados em direção ao céu. Sabemos disso por meio das Escrituras do Antigo Testamento, assim como da arte cristã primitiva.

Eu sabia disso, mas o que me deu arrepios foi a caracterização feita por aquele senhor a respeito desse ponto de vista. Ele ficou de pé com os braços levantados e perguntou: ‘Isso não parece com uma criança dando seus primeiros passos, em quase qualquer cultura humana, clamando a seus pais que lhe deem comida ou atenção?’. Ele continuou: ‘Isso também não é cruciforme? Como foi que nosso Senhor Jesus teria clamado: ‘Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?’. Não foi com braços estendidos ao céu, como uma criança faz com seu pai?”

Russell D. Moore,

Em “Adoção, Sua extrema prioridade para famílias e igrejas”,

Trechos das páginas 75 à 80.

Super recomendo a leitura deste livro!

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Trechos impactantes do livro da Elisabeth Elliot

"Deus é Deus. Se Ele é Deus, merece minha adoração e meu serviço. Não encontro paz em nenhum lugar a não ser na vontade de Deus, e Sua vontade está infinita, imensurável e indizivelmente acima de meus conceitos mais profundos do que Ele intenciona fazer.

É nesse contexto que o evento tem de ser entendido - como um acontecimento na história da humanidade. Acontecimento importante de certa maneira e importante para algumas pessoas, mas apenas um acontecimento. Deus é o Deus da história humana e Ele trabalha de modo contínuo e misterioso, realizando Seus propósitos eternos em nós, por nós e através de nós.

Existe sempre a tendência de simplificar, de avaliar com interpretações que não podem jamais cobrir todos os detalhes nem sobreviver a uma inspeção apurada. Sabemos, por exemplo, que, na história da igreja cristã, o sangue dos mártires foi derramado muitas vezes. Assim, somos tentados a pressupor uma equação simples aqui: Cinco homens morreram. Isso significa que um número tal de Waorani se tornarão cristãos.

Talvez sim. Talvez não. Causa e efeito estão nas mãos de Deus. Não faz parte da fé simplesmente deixar que eles descansem lá? Deus é Deus. Se eu exigir que Ele aja de modo a satisfazer minha ideia de justiça, estarei destronando-O. Este é o mesmo espírito que provocou a frase: 'Se és filho de Deus, desce da cruz.' Existe descrença, e até mesmo rebelião, no comportamento que afirma: 'Deus não tinha o direito de fazer isso com os cinco homens, a não ser...'.

Acredito de todo o coração que a História de Deus tem um final feliz... Mas não agora, não necessariamente agora. É preciso fé para se manter firme diante do grande fardo da experiência, que parece provar o contrário. O que Deus quis dizer com felicidade e bondade é muito mais elevado do que podemos imaginar...

Resumindo, na história Waorani, como em outras histórias, somos consolados desde que não examinemos muito de perto o acontecimento desgostoso. Com essa evasão, continuamos prontos a falar do trabalho como NOSSO, a nos apropriarmos de qualquer coisa que traga sucesso e a negar todo fracasso.

A fé mais saudável busca um ponto de referência longe da experiência humana, a estrela-do-norte que marca o curso dos eventos humanos, não esquecendo aquele impenetrável mistério da interação da vontade de Deus com a do homem (p. ex., 'Jesus não realizou muitos milagres ali, por causa da incredulidade do povo'; 'Jesus foi entregue pelo conselho determinado'...).

No entanto, somos pecadores. E somos fanfarrões. Lembro-me de uma vez no instituto bíblico quando quase caí na risada no meio de uma oração. Depois de uma longa reunião na qual um aluno após o outro confessava seus pecados, reais ou imaginários, nosso diretor, L. E. Maxwell, levantou-se e trovejou: 'Ó Senhor, liberta-nos de nosso triste, doce e fedorento eu!'.

Não devemos depender de nosso nível espiritual. É só em Deus e nada menos do que Deus que nos firmamos, pois a obra é de Deus, o chamado é de Deus e tudo é realizado por Ele e Seus propósitos: o cenário todo, a confusão toda, o pacote todo - nossa coragem e nossa covardia, nosso amor e nosso egoísmo, nossas forças e nossas fraquezas. O Deus que conseguiu tomar um assassino igual a Moisés e um adúltero igual a Davi e um traidor igual a Pedro e transformá-los em Seus servos é um Deus que também pode salvar indígenas selvagens, usando como Seus instrumentos de paz um conglomerado de pecadores que às vezes parecem heróis e às vezes vilões, pois 'temos [...] esse tesouro em vasos de barro, para que o poder extraordinário seja de Deus e não nosso'. ( II Co 4:7).

Nem sempre sabemos onde o horizonte se situa. Se não fosse pela bruxuleante luz no oceano branco, não saberíamos onde termina o céu e onde começa o mar. Aquele que lançou o fundamento da terra e traçou suas dimensões sabe onde as linhas são desenhadas. Ele oferece toda a claridade de que precisamos para confiar e obedecer."

Elisabeth Elliot,
trechos do livro Através dos portais do esplendor.

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Pensando sobre a IRA


“Em sua última aparição, Jonas está discutindo sob a planta imprevisível, discutindo com Deus.

Discutir com Deus é uma antiga e venerável prática bíblica: Moisés, Jô, Davi e Pedro eram todos mestres nisso. É uma prática em que homens e mulheres no ministério têm muita experiência. Praticamos muito isso porque estamos sempre lidando com Deus de alguma forma, e Deus não se comporta da maneira como esperamos.

Jonas está discutindo porque foi surpreendido pela graça. Ele está tão chocado que reage de forma mal-educada. Sua ideia do que Deus tinha de fazer e o que Deus faz na verdade são radicalmente diferentes. Jonas se lamenta. Fica bravo. A palavra IRA ocorre 5x nesse último capítulo.

A IRA é muito útil como instrumento de diagnóstico. Quando a ira irrompe em nós, é sinal de que há algo errado. Algo não está funcionando direito. Há mal, incompetência ou estupidez por perto. A ira é nosso sexto sentido que fareja o que há de errado na vizinhança. Em termos de diagnóstico, ela é praticamente infalível, e aprendemos a confiar nela. A ira é causada por uma intensidade moral/espiritual que carrega convicção; quando estamos irados, sabemos que estamos perto de algo importante. Quando Deus disse a Jonas: “É razoável essa tua ira por causa da planta?”, Jonas respondeu: “É razoável a minha ira até à morte.” [Jn 4:9].

Aquilo que a ira deixa de fazer, no entanto, é nos dizer se o que há de errado está fora ou dentro de nós. Geralmente, começamos supondo que o que está errado é externo – nosso cônjuge ou nosso filho ou nosso Deus fez algo de errado, e estamos irados. Foi isso que Jonas fez, e ele discutiu com Deus. Quando seguimos a trilha da ira com cuidado, descobrimos que ela leva a um erro dentro de nós – informação errada, mal-entendidos, coração imaturo. Se admitirmos e encararmos isso, passamos de nossa discussão com Deus para algo grande e vocacional em Deus.”

Eugene Peterson

domingo, 7 de julho de 2019

Aprendendo a humildade com Jesus


 “Pouquíssimos cristãos verdadeiramente se parecem com Cristo. Poucos são os mansos e humildes de coração.

Jesus não pensava menos de si mesmo. Ele era dependente e completamente obediente ao Pai (Jo14:6). Contudo, pensava menos em si mesmo do que na salvação de Seus irmãzinhos. Esse era o seu estado de espírito e a essência da humildade.

Jesus não possuía os pecados e imperfeições que justamente humilham os melhores homens, mas estava tomado por um profundo senso das infinitas perfeições de Deus. Para Jesus, somente Deus era essencialmente bom. Por que Jesus era atraído pelos que não tinham atrativos? Por que Ele desejava contato com pessoas indesejáveis e amava os que não era dignos de amor pelos padrões humanos? Por que Ele amava tanta gente fracassada, derrotada e indigna? Porque seu Pai também ama!

“Em verdade, em verdade vos digo que o Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai, porque tudo o que este fizer, o Filho também semelhantemente o faz.” Jô 5:19

Sua postura inabalável em relação ao Pai o livrava de olhar para Si mesmo. Mergulhado em fascínio e gratidão, Ele nos ensinou o verdadeiro sentido da humildade. Ele dedica toda honra ao Pai do Céu, sujeita-se aos Seus pais terrenos e à cultura da época, retira-se quando querem fazê-lo rei e demonstra submissão diante das afrontas e sofrimento que experimenta.

Humildade não só constituiu um aspecto essencial da personalidade de Jesus, mas também revelou a compreensão correta do Seu messianismo e do reino de Deus. Ele desafiou a “sabedoria” com relação a COMO e QUEM o Messias iria salvar. Jesus falou claramente que Ele não era como os outros líderes religiosos e políticos da época (e provavelmente do mundo atual). Ele jamais se comportaria da mesma maneira que eles na busca dos seus objetivos para inaugurar o Reino do Seu Pai!

Ele queria deixar bem claro que não se preocupava com os desejos e paixões do coração humano inclinado para si mesmo.

Ele dizia que Deus cuidava dos fracos, pecadores, publicanos e pessoas esquecidas. Elas precisavam do Seu toque de cura. Ele lutaria até a morte pela salvação do homem, mas não faria isso através do poder humano, guerra e ódio. Ele manteria uma posição de humildade e amor, não chamando a atenção para si mesmo, mas canalizando toda atenção para o Seu Pai, com grande amor, humildade e devoção.”

Rubens Muzio, em

Jornada pela humildade, a longa descoberta do orgulho e o seu remédio,

Páginas 48 a 51, trechos