Eu sou o que minhas palavras dizem... através de conversas, através de textos, através de silêncios, através da vida...
domingo, 3 de março de 2019
terça-feira, 26 de fevereiro de 2019
O que precisamos por toda eternidade
“Exatamente porque não amamos o Senhor Deus somente por quem
Ele é, estamos sujeitos a altos e baixos dependendo do que acontecer na vida.
Nosso coração não fica totalmente satisfeito em Deus a não ser que outras
coisas também estejam indo bem; assim, não temos raízes profundas, somos
golpeados e arrastados pelos ventos de mudanças. Mas para nos tornarmos
verdadeiramente ‘adoradores livres’ de Deus, alcançando a fonte de alegria,
desconhecida pelo mercenário, pelo devoto religioso condicional, geralmente
temos de sofrer um desnudamento. Precisamos entender que obedecer a Deus não
nos trará benefício nenhum. É nesse momento que buscar, orar e
obedecer a Deus começam a nos transformar.
Assim, a vida aprofundada com Deus que Jó acaba recebendo só
é alcançada porque Deus não lhe contou o porquê de tanto
sofrimento. Deus teria reforçado o impulso autojustificador de Jó caso lhe
tivesse revelado os motivos. Em vez disso, o sofrimento leva Jó a amar e
confiar em Deus simplesmente porque Ele é Deus. Jó se transforma numa pessoa de
muita força e alegria, que não precisa de circunstâncias favoráveis para se
manter firme espiritualmente. Isso transforma o sofrimento – ou, mais
propriamente dito, os resultados do sofrimento – numa grande dádiva; e esse nível
de confiança na graça de Deus muito provavelmente não seria alcançado de outra
forma. Como Francis Anderson diz, Jó nunca
teve uma visão mais ampla da situação, ele viu somente o Senhor Deus. Mas, na
verdade, isso é tudo de que precisamos, por toda a eternidade.”
Timothy Keller, em
Caminhando com Deus em meio à dor e ao sofrimento,
página 302
sábado, 23 de fevereiro de 2019
domingo, 17 de fevereiro de 2019
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019
A história das almôndegas
“Era uma vez uma cozinha num palácio, uma das mais
grandiosas que o mundo já vira. Havia panelas e frigideiras penduradas em todas
as paredes e deliciosos ingredientes empilhados, esperando para serem
preparados. No meio da cozinha havia uma enorme chaminé e sob ela um magnífico
fogão de ferro.
Cinquenta cozinheiros trabalhavam dia e noite para preparar
a comida para a mesa do rei. Havia tortas recheadas com carne de pavão,
carneiros assados, churrascos e travessas e mais travessas de almôndegas, pois
todos sabiam que o prato favorito do rei era almôndegas ao molho branco
cremoso.
Bem, um dos cozinheiros subalternos tinha acabado de
preparar a última travessa de almôndegas. Ele abriu a grande porta de ferro do
forno e inseriu a travessa. O prato começou a arder enquanto a gordura derretia
e a temperatura subia. O calor se tornou cada vez mais sufocante, e as
almôndegas começaram a cozinhar. Elas gritaram para a sua líder: ‘Socorro,
socorro, faça alguma coisa, por favor, estamos sendo cozidas vivas. Faremos
qualquer coisa por você, mas precisa salvar nossa vida!’
A almôndega líder, que era a maior de todas, ergueu-se o
máximo que pôde e falou às suas companheiras almôndegas: ‘Tenham fé, ó
almôndegas, eu as salvarei. Prometo que não seremos cozinhadas, mas que a salvação
chegará da maneira mais extraordinária!’ ‘Qual será nossa salvação, ó grande
líder?’ ‘Virá um remédio refrescante para aliviar suas queimaduras e uma cama
perfumada para vocês deitarem e descansarem.’
Nesse exato momento, a porta do forno foi aberta e um molho
branco frio foi vertido sobre as almôndegas. Elas suspiraram de alegria e
agradeceram a Deus por salvá-las do fogo terrível.
‘Vocês não me escutaram, companheiras almôndegas’, declarou
a almôndega líder, ‘pois prometi um remédio refrescante e, vejam só, ele
chegou’. Mas então o calor começou a aumentar novamente e algumas das
almôndegas, aquelas mais perto da borda da travessa, foram assadas vivas. ‘Ó,
líder’, gritaram as outras, ‘por favor, salva nossa alma. Vamos segui-la até os
confins da terra. Simplesmente nos salve desde calor horrível.’ ‘Fiquem calmas,
minhas almôndegas’, disse a almôndega líder. ‘Acalmem-se e o fogo resfriará.
Prometo a vocês.’
Naquele momento, a porta do forno abriu novamente e a grande
travessa foi cuidadosamente removida pelo cozinheiro. Ele a sacudiu um pouco,
para garantir que as almôndegas não estavam grudando no fundo e virou a
travessa sobre uma camada de arroz cor de açafrão. O prato estava adornado com
ervas e folhas perfumadas. As almôndegas foram transportadas da cozinha pelos
corredores do palácio até a sala do trono, onde o próprio rei estava jantando
com seus convidados.
As almôndegas não conseguiam acreditar na virada que houve
na sua sorte. ‘Eu disse a você que nossa má sorte se inverteria’, declarou a
almôndega maior. ‘Só precisam acreditar em mim, pois sou a líder’. As outras
almôndegas teciam elogios enquanto se ajeitavam na macia camada de arroz.
Subitamente o prato foi colocado diante do próprio rei.
Algumas das almôndegas foram ofuscadas pelo brilho das joias
no pescoço dos convidados, e outras foram dominadas pelo som dos músicos
tocando sobre um tablado na sala.
Mas então a irmandade das almôndegas foi removida um punhado
de cada vez, tiradas da travessa e servidas em pratos individuais. E, pior
ainda, bocas famintas ao redor da mesa começaram a devorá-las. ‘Ó, líder, nossa
líder’, gritaram as almôndegas restantes, ‘o que está acontecendo conosco? Nossas
integrantes estão sendo selecionadas e da maneira mais chocante. Estamos sendo
exterminadas.’
O próprio rei enfiou um garfo na travessa e perfurou seis almôndegas
de uma vez. ‘Traição!’, gritaram as últimas almôndegas. ‘Como isso pode estar
acontecendo conosco?’ A essa altura, a almôndega líder estava farta de ouvir
sobre os problemas que suas seguidoras almôndegas estavam encarando. Ela gritou
para as outras: ‘Vocês foram refrescadas pelo molho branco medicinal, não
foram?’ ‘Sim, fomos sim!’, gritaram as últimas almôndegas que restavam. ‘E
foram removidas do fogo terrível e colocadas sobre uma cama de arroz fresco e tranquilizante,
não foram?’ ‘Sim, nós fomos!’, disseram. ‘Bem, quando vão compreender que vocês são almôndegas
e que estão destinadas ao estômago de homens famintos?’
Logo em seguida, a almôndega líder foi garfada e engolida
inteira pelo rei. As últimas almôndegas na travessa continuaram a gritar,
berrar e protestar sua recusa a serem comidas. Mas a essa altura já não havia
mais ninguém para ouvir seus gritos.”
Tahir Shah,
Em Noites Árabes,
Página 325 a 327
domingo, 10 de fevereiro de 2019
domingo, 3 de fevereiro de 2019
Assinar:
Postagens (Atom)