sábado, 19 de abril de 2014

O coração atribulado


“O diabo nunca fica mais contente”, disse Francisco de Assis,
“do que quando rouba a paz do coração de um servo de Deus.” 
A paz e a alegria ficam em baixa quando tudo que o coração 
de um cristão anseia é um sinal após outro do amor misericordioso de Deus. 
Ele não conta com nada, e nada é recebido com gratidão. 
Os olhos aflitos e o cenho franzido do crente ansioso são sintomas 
de um coração em que a confiança não encontra morada. 
O próprio Senhor deve atravessar conosco todas as sombras 
do espectro emocional – desde a fúria até o divertimento, 
passando pelas lágrimas. 
Mas permanece a verdade pungente: não confiamos nEle.

“Ele lhes disse: Por que vocês estão perturbados e 
por que se levantam dúvidas no coração de vocês?”  Lucas 24:38

Fonte: Meditações para maltrapilhos, o melhor de Brennan Manning, página 17

domingo, 13 de abril de 2014

Normal




Conheço um rapaz que para quase tudo o que você lhe diz, ele responde: Normal! Se você diz: “Ah, hoje eu cansei tanto no trabalho!”, ele responde: “Normal!”. Se você diz: “Esse filme é mostra tanta violência e contem tantas cenas de sexo explícito!”, ele responde: “Normal!”. Se você diz: “Tenho comido fast food em excesso. Preciso inserir mais frutas e cereais em minha dieta ou minha saúde cobrará em breve.”, ele responde: “NORMAL!”. Ou seja, normal; não há nada de estranho ou diferente em tudo isso!

O que Deus vê quando olha para os cristãos da atualidade? Vê aquelas pessoas “consideradas estranhas” por seus colegas de sala, já que não colam nas provas, não os acompanham nas festinhas do tipo baladas, são do tipo declarado: “me manterei virgem para o casamento”; por seus colegas de trabalho, já que não fumam, não bebem, não gostam de jogos de azar, suportam coisas que quase ninguém quer tolerar em prol do casamento, em vez de se divorciarem logo, renunciam prazeres egoístas para servir à família; pela sociedade, já que se vestem com recato e decência, falam uma linguagem de amor, sem murmuração (quer o tempo esteja ensolarado ou chuvoso), são honestos, bons pagadores, bons funcionários, etc?

Se é isso o que Deus vê eu não posso afirmar com clareza. Só sei que eu tenho visto aqueles que se dizem cristãos se comportando e vivendo como os não cristãos. Gastam o tempo e dinheiro como gente normal. Agem como a maioria. Vão aos mesmos locais que todo mundo. Tem os mesmos problemas no casamento e com os filhos que as pessoas ao redor. A taxa de divórcio entre cristãos e não cristãos não é diferente. A taxa de gravidez entre adolescentes, jovens que fazem uso de drogas, adultos (e até líderes religiosos) que acessam pornografia regularmente, dentre outras coisas está cada vez mais alarmante. Mas tudo bem, não é mesmo?  Isso é NORMAL!

No início de Apocalipse, Deus se dirige a sete igrejas, seis delas ouvem um elogio e uma advertência, mas para uma igreja em especial, Deus não tem nada de positivo ou bom para ressaltar. Sabem que igreja é essa? De Laodicéia. Esta cidade era dona de uma riqueza descomunal. Sabiam que trinta e cinco anos antes dessa carta ser escrita pelo apóstolo João, essa cidade havia sido atingida por um terremoto que a arrasou? Só que o povo de lá era tão rico que reconstruiu tudo de imediato, e não apenas reergueram o que antes existia, como reedificaram tudo em uma escala maior, mais imponente, magnífica, com um centro comercial belíssimo, balneários públicos grandiosos, estádios enormes, teatros esplêndidos. Entretanto, os laodicenses esqueceram-se de Deus.  Veja o que Deus lhes disse:

“Você diz: Estou rico, adquiri riquezas e não preciso de nada. Não reconhece, porém, que é miserável, digno de compaixão, pobre, cego e que está nu. Dou-lhe este conselho: Compre de mim ouro refinado no fogo e você se tornará rico; compre roupas brancas e vista-se para cobrir a sua vergonhosa nudez; e compre colírio para ungir os seus olhos e poder enxergar.”

Apocalipse 3:17-18

Os laodicenses estavam seguros em suas riquezas e não reconheciam sua humanidade frágil e miserável, impotente e carente. Para eles, o dinheiro resolvia tudo e eles pensavam não precisar de nada além do que suas riquezas já lhes proporcionavam. É claro que acreditavam em Deus, apenas não tinha nada a ver com a vida deles. É interessante que Deus lhes diz também que conhecia as obras deles, ou seja, sabia como eles se comportavam, e a mensagem é clara: "Vocês dizem que creem em mim, contudo não vejo isso no modo como vivem. Vivem como todo mundo. Não são desligados das coisas de Deus, apenas não arde em vocês o desejo de amá-lO, servi-lO, honrá-lO e conhecê-lO. Caminham pelo caminho largo, o que caminha a multidão, o que conduz à perdição."

“Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que você fosse frio ou quente! Assim, porque você é morno, nem frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca.”

Apocalipse 3:15-16 

Outro fator importante na história dessa cidade diz respeito a fonte de água local. A cidade não contava com uma fonte de abastecimento, mas duas: um córrego de água fria e uma nascente de águas quentes que ficavam perto da cidade. Então, Laodicéia não tinha água quente, nem fria, só água morna. Quando Deus usou a ilustração da água para aquele povo, falava de algo palpável e comum à história deles. Imagine Deus olhando para grande parte do que se passa no cristianismo hoje e dizendo: "Sei quem vocês são, vejo como vocês se comportam. E ainda se dizem cristãos! Vocês não são diferentes de ninguém e me dão vontade de vomitar!". A palavra grega usada para vomitar é emeo, que também pode ser traduzida como expelir, cuspir.

Quando leio sobre o povo de Laodicéia penso em nosso mundo atual. Shopping centers, prédios magníficos, templos grandiosos, tecnologia inovadora e que cresce em um ritmo alarmante, mídia que exalta a beleza física e o culto ao corpo, a fama e as riquezas que alguém consegue adquirir. É fácil acreditar em Deus quando levamos uma vida tão confortável e fácil, difícil é segui-lO quando e em locais que acontece exatamente o contrário.

Quer ver um lugar onde a igreja de Cristo é cheia de fogo e unção? Visite um país no Oriente, onde se você confessar a Cristo publicamente é preso, torturado e executado. Visite um país onde há fome e pobreza extrema e tudo o que eles tem é A ESPERANÇA DA GLÓRIA, onde Jesus não é apenas mais uma coisa, mas TUDO o que eles possuem. Nesses locais, os seguidores de Jesus são diferentes. Eles oram, se doam, creem verdadeiramente, não negam a fé, e caminham quase que solitários.

Aqui no Ocidente é fácil acreditar e se enturmar. É fácil fazer parte do grupinho na escola, no trabalho, ser morno e nem ter consciência, ou mesmo se importar. A não ser que você seja diferente, pois assim até mesmo dentro da que se diz Igreja você encontrará oposição. Aí sim você passará a ser alvo do pouco caso de algumas pessoas. Se você for normal, como todo mundo, ninguém o debochará.

Acontece que não fomos chamados para sermos normais e andar pelo caminho largo. Nossa jornada deve ser estreita e estritamente ligada às direções de Deus, restringindo-nos no modo de agir, pensar e viver ao exemplo de Jesus, fazendo-nos estranhos, diferentes, não normais. 

O caminho que a maioria das pessoas segue só leva a um beco sem saída, à destruição. Apenas algumas pessoas, as que não tem medo de deixarem a auto estrada normal, um grupo corajosos de viajantes dispostos a se destacarem na multidão embarcam em um tipo de jornada menos óbvia, um caminho não normal. Esse é o caminho que Jesus traçou e nos convida a percorrer. Eu caminho por ele. E você?

quinta-feira, 10 de abril de 2014

SAGA: Love comes softly

A primeira romancista cristã que conheci, em 1995, e cujos escritos me fascinaram foi a Janette Oke.
 
Ela é canadense e tem mais de 50 best sellers.
 
Os livros dela estão virando filmes, já assistiu?

Acho que talvez vc goste dessa SAGA:
 
http://www.youtube.com/watch?v=mb5JKe-1dVo&list=PL7BLJKQ6_3j4fG-MDvfFDz_iR3qJRzeBn&feature=share

O amor vem devagar - 1ª da Saga Love Comes Softly

http://youtu.be/vNGl9x8V1wo

Promessas de amor -2º da Saga Love Comes Softly

http://youtu.be/eVNIa4bS17g

Longa jornada do amor. 3º da Saga Love Comes Softly

http://youtu.be/WMPMGV7CdHs

O amor permanece na alegria - 4º da Saga Love Comes Softly

http://youtu.be/HMxvaICVWMk

Legado infinito do amor - 5º da Saga Love Comes Softly 

http://youtu.be/wjgs808XVNU

Revelação do sonho do amor - 6º da Saga Love Comes Softly

http://youtu.be/Tcjt4Dq7KFk

O amor toma asas - 7º da Saga Love Comes Softly

http://www.youtube.com/watch?v=29yvdGyYKsE&list=PL7BLJKQ6_3j4fG-MDvfFDz_iR3qJRzeBn&feature=share&index=7

O amor encontra repouso - 8º da saga Love Come Softly

quarta-feira, 26 de março de 2014

Que raiva!




Ai, que raiva! Já lhe ocorreu de estar com tanta raiva que a própria falta de controle sobre a raiva o surpreendeu? Pois foi a esse ponto que cheguei! Sempre me julguei, ou ao menos tentei, controlar a constante raiva que havia em mim, desde a infância, entretanto me vi dominada por uma raiva maior que eu mesma e assustei! Por que estou tão cheia de raiva? Por que parece que agora estou a ponto de explodir de raiva facilmente com um mínimo incidente? De onde vem tamanha raiva?
Senti-me como um brinquedo defeituoso e quebrado que não conseguia se consertar, logo clamei ao Fabricante por socorro e Ele enviou-me uma ferramenta eficaz, que muito me auxiliou na compreensão e tratamento da raiva: Um livro chamado “O manual da raiva”, escrito pelos doutores Les Carter & Frank Minirth, especializados nas áreas de psiquiatria e neurologia, e no tratamento de desordens emocionais e relacionais, publicado no Brasil pela editora Thomas Nelson.
Com minhas palavras, quero compartilhar resumidamente um pouco do que aprendi com a leitura desde livro, na esperança de ajudar e abençoar você que me lê, assim como fui agraciada.
Todo ser humano sente raiva! Somos imperfeitos, habitamos um mundo imperfeito, onde há injustiça constante e encontraremos essa emoção com uma regularidade maior do que a que gostaríamos. Ninguém pode afirmar ser imune à traumas emocionais. Apesar disso, as pessoas gostam de fingir que não tem problemas profundos na vida. Essa mentira provoca ainda mais estresse, raiva e tensões dentro de si e nos relacionamentos.
A raiva surge como um mecanismo de defesa, sempre que somos ignorados, maltratados, rejeitados, incompreendidos, não amados, seja por pessoas ou até mesmo por nós. O orgulho, o medo, a solidão e o sentimento de inferioridade são as emoções que mais provocam a raiva, que prospera nas necessidades não atendidas.
O modo como lidamos com a raiva é mais importante do que a causa da raiva, por assim dizer. Por quê? Imploramos por problema quando exigimos que a justiça seja feita para que só depois controlemos a raiva. Na maioria das vezes, as pessoas que nos ofendem e as circunstâncias que nos incitam à raiva não mudarão, não se arrependerão, não pedirão perdão e, se nos rotularmos e agirmos como vítimas dos erros que suportamos, nos tornaremos eternas vítimas!
Quando perpetuamos a raiva, em vez de abandoná-la, as pessoas ao nosso redor sofrem? Sim, mas quem arca com o maior prejuízo somos nós mesmos! A qualidade de vida e de relacionamentos sofre consideravelmente quando escolhemos manter a raiva, o que nos leva a um novo ciclo de solidão, medo, rejeição, inferioridade e orgulho. Como quase tudo na vida, manter ou mandar a raiva embora é uma questão de escolha. Escolha essa que não podemos fazer sem a ajuda de Deus, pois Ele é quem nos dá a capacidade, a sabedoria e a força interior necessárias para tratar com problemas e para lidar com todo comportamento e/ou emoção prejudicial e improdutiva.
Ao decidir desafiar o governo de Deus sobre sua vida, Adão tomou o controle da própria vida. Ao oferecer a Adão a oportunidade de ser Rei sobre si, Satanás conseguiu cativar o homem a desenvolver um padrão de pensamento egocêntrico: Ansiamos por fazer o mundo se curvar à nossa vontade e quando não conseguimos, ganhamos todas as formas inapropriadas de raiva.
A imagem que o ser humano tem de si é tão segura quanto as pessoas a quem confiamos nossas emoções, por isso precisamos basear nossa imagem em Deus. Deus nos aceita com nossas imperfeições. Apenas Ele nos ama mais do que conseguimos amar a nós mesmos e tem todas as ferramentas necessárias para nos conduzir durante as quedas. Podemos contar com Sua ajuda para vencermos, se assim o desejarmos. A escolha como sempre cabe a nós, pois se decidirmos perpetuar a raiva, não será Deus aquele que nos fará abandoná-la.

Para pensar:

“Contudo, por causa da sua teimosia e do seu coração obstinado, você está acumulando ira contra si mesmo.” Romanos 2:5a

“Não permita que a ira domine depressa o seu espírito, pois a ira se aloja no íntimo dos tolos.” Eclesiastes 7:9

“O rancor é cruel e a fúria é destrutiva.” Provérbios 27:4a

“Mas agora, abandonem todas estas coisas: ira, indignação, maldade, maledicência e linguagem indecente no falar.” Colossenses 3:8

O tolo dá vazão à sua ira, mas o sábio domina-se.   Provérbios 29:11