sábado, 22 de setembro de 2018

Sem vergonha de ser quem sou

Você já parou pra pensar no avanço tecnológico? Você já pensou no quanto nossas vidas estão expostas, até quando não percebemos, e no que as pessoas podem saber sobre nós por meio do mundo digital e pela internet? O que será que os hackers e outras pessoas com más intenções podem fazer obtendo dados bancários, lendo nossas conversas privadas na internet? Pensar nisso, me faz lembrar de um fato:

Nada, em toda a criação, está oculto aos olhos de Deus. Tudo está descoberto e exposto diante dos olhos daquele a quem havemos de prestar contas.”
Hebreus 4:13

             Isso me ajuda a viver com a consciência de que "de fato não importa" se por meios tecnológicos, se por meio da internet ou qualquer outro meio, minha vida fica exposta (é claro que tem suas desvantagens, eu não iria querer que as pessoas pegassem por exemplo, meu número de CPF num site de compras e saíssem comprando em meu nome; Graças a Deus isso nunca aconteceu comigo, porém já aconteceu com muita gente!)...

        Se vivemos em todo o tempo conscientes de que nossa vida está descoberta e exposta, e que haveremos de prestar contas, consequentemente acabamos vivendo diferente

diante de Deus e

diante dos homens!

             Já pensou se nós, o tempo todo, déssemos ouvidos ao Espírito Santo que em nós habita e em vez de entristecermos Ele? E se nos submetêssemos aos conselhos sábios e vivêssemos de modo que agrada-Lhe e glorifica ao Pai?

            Uma vida que honra a Deus jamais será uma vida da qual se envergonha ou tem que esconder algo!

             É claro que pecaminosas, sujas e horríveis como muitas vezes são nossas ações, pensamentos, palavras e afins, tudo o que queremos é privacidade. Não, não queremos mesmo nossa vida exposta e descoberta diante das pessoas! Somos como nossos antepassados Adão e Eva, que pegaram um monte de folhas de figo e se cobriram pra que ninguém visse sua nudez. Não queremos ser conhecidos, porque temos vergonha do que somos, do que fazemos!

“A vida em torno do falso eu gera o desejo compulsivo de apresentar ao público uma imagem perfeita, de modo que todos nos admirem e ninguém nos conheça.”

Brennan Manning

Nesse instante, gostaria de incentivá-lo a parar e repensar sua história, e o modo como você tem vivido. Se sua vida for exposta (ela já não está?) diante dAquele a quem todos prestaremos contas um dia (estamos conscientes disso?) e diante das pessoas (se por acaso, suas conversas inbox, mesmo aquelas que você excluiu, vazarem; se por acaso, seu histórico de navegação for exposto pras pessoas), você se alegrará ou se envergonhará?

Se você se deu conta de que sua vida está repleta de más escolhas e de condutas que desonram a Deus e denigrem a imagem e semelhança de Deus na sua vida, quero lhe dizer que eu sinto muito pelas vezes em que você errou, e pelas feridas, cicatrizes, pela dor, pela morte que você recebeu como consequência na sua vida.

"Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor."
Romanos 6:23

            Não deve ser nem um pouco fácil ou agradável ter que lidar com isso. Eu também já tive minha cota de remorsos e arrependimentos! Como gostaria de nunca ter pecado e sofrido com meu pecado! É claro que não podemos voltar atrás e recomeçar. Mas, que GRAÇA nos concede nosso bom Deus ao nos oferecer perdão total, purificação de nossos pecados, amor derramado em nossos corações, Seu Santo Espírito e um novo começo nEle!

Antes de me despedir nessa reflexão, gostaria de orar com você e deixar-lhe um poema para aquecer seu coração:

Papai, eu não conheço a dor que arde dentro do leitor, mas Tu conheces. Sabes quem ele é, de fato, até mesmo o que ele ainda não conhece sobre si mesmo, pois o Senhor o criou, o conhece, o entende.

Abba, eu clamo a Ti nesse instante pela vida dessa pessoa que está lendo essa oração. Olha pro coraçãozinho machucado, doente, estraçalhado, amargurado e endurecido. Por favor, derrame Teu bálsamo de cura, de modo que vá penetrando no mais profundo do seu dele e tocando com vida onde há morte e podridão...

Que as feridas que ninguém vê (além de Ti, porque o Senhor tudo vê) sejam tocadas pelas Tuas mãos que saram, que saram de verdade!

Papai, eu não posso ajudar o meu (minha) irmão(a), mas o Senhor pode, o Senhor tem todo o poder, o Senhor dá conta de tudo, és o Deus do impossível! Por favor, nesse exato momento, oro e Te peço, alcança-o com o Teu amor transbordante, arrebatador, remédio pras nossas vidas e envolve-o (a).

Ajude o leitor a receber Teu amor, a receber Teu remédio, a ter um coração cada dia mais quebrantado e humilde a qual não rejeitas, mas Te aproximas, porque amas um coração assim...

Abba, Te amo! Obrigada por essa pessoa que está me lendo. Obrigada pela oportunidade de me abrir com ela. Obrigada pela obra que o Senhor começou na minha vida e na vida do leitor, e obrigada porque O Senhor há de completar esta obra até o dia de Cristo Jesus!

Obrigada porque não somos superficiais. Obrigada porque não ficamos tentando nos esconder um do outro, mas nos expormos, porque em nós há o Teu Espírito e onde o Teu Espírito está há liberdade:

liberdade pra falar,
liberdade pra amar,
liberdade pra perdoar,
liberdade pra aceitar,
liberdade pra ajudar,
liberdade pra encorajar,
liberdade pra fortalecer...

Obrigada pela liberdade, pela amizade e pelo amor que provas ter conosco por meio dos relacionamentos com os quais nos presenteias e que nos fazem crescer.

Oculta, purificada, e regenerada em Jesus, eu oro. Amém


Quando olho para a Cruz


Sofrendo com intensidade,
Angustiada em extremo,
Totalmente aflita em minh’alma,
Achego-me à Cruz.

Quando olho para Tua dor,
Quando vejo o Teu padecimento,
Quando percebo e reconheço,
Caio em mim e me levanto

Perdoada, profundamente alcançada;
Amada, inexplicavelmente desejada;
Quando olho para a Cruz,
Caio e me levanto, em Jesus:

Com poder para perdoar,
Com poder para amar,
Com poder para aceitar,
Como na Cruz eu fui.

Pri de Luz

sábado, 15 de setembro de 2018

O fruto feroz do autocontrole

“ “Como aos hebreus foram prometidos a terra, mas tiveram de tomá-la pela força, uma cidade de cada vez, por isso nos é prometido o dom de autocontrole, mas também temos de tomá-lo pela força.” (Ed Welch, "A Batalha Contra 'Um Mais")


O próprio conceito de "autocontrole" implica numa batalha entre um eu dividido. Isso implica que nosso "eu" produz desejos que não devemos satisfazer, mas sim "controlar". Devemos negar a nós mesmos e tomar nossa cruz diariamente, diz Jesus, e segui-lO (Lucas 9:23). Diariamente nosso "eu" produz desejos que devem ser "negados" ou "controlados".

O caminho que leva ao céu é estreito e cheio de tentações suicidas para abandonar o caminho. Portanto, Jesus diz: "Esforçai-vos para entrar pela porta estreita" (Lucas 13:24). A palavra grega para "esforçar" é agonizesthe, em que você corretamente lê a palavra inglesa "agonize".

Temos uma amostra do que está envolvido a partir de Mateus 5:29: "Se o seu olho direito faz com que você peque, retire-o e jogue-o fora." Esta é a ferocidade do autocontrole. Isto é o que está por trás das palavras de Jesus em Mateus 11:12: "O reino dos céus sofreu violência, e os violentos o tomam pela força." Você está segurando o reino com ferocidade?

Paulo diz que os cristãos exercem autocontrole como os atletas gregos, só que nosso objetivo é eterno, não temporal. "Todo atleta [agonizomenos] exerce o autocontrole em todas as coisas. Eles o fazem para receber uma coroa perecível, mas nós, uma imperecível "(1 Coríntios 9:25). Então ele diz: "Eu disciplino meu corpo e o mantenho sob controle" (1 Coríntios 9:27). O autocontrole está dizendo não aos desejos pecaminosos, mesmo quando dói.

Mas a maneira cristã de autocontrole não é "Basta dizer não!" O problema é com a palavra "basta". Você não apenas diz não. Você diz não de uma certa maneira: Você diz não pela fé no poder superior e prazer de Cristo. É tão implacável. E pode ser tão doloroso. Mas a diferença entre o autocontrole mundano e o autocontrole piedoso é crucial. Quem obterá a glória da vitória? Esse é o problema. Conseguiremos a glória? Ou será que Cristo obterá a glória? Se exercitarmos autocontrole pela fé no poder e no prazer superiores de Cristo, Cristo obterá a glória.


Fundamental para a visão cristã do autocontrole é que é um dom. É o fruto do Espírito Santo: "O fruto do Espírito é amor, alegria, paz. . . autocontrole "(Gálatas 5: 22-23). Como "nos esforçamos" contra nossos desejos fatais? Paulo responde: "Para isto eu labuto, lutando [agonizomenos] com toda a sua energia que ele poderosamente trabalha dentro de mim" (Colossenses 1:29). Ele "agoniza" pelo poder de Cristo, não o seu próprio. De modo semelhante, ele nos diz: "Se pelo Espírito matardes as obras do corpo, viverás" (Romanos 8:13). "Não por força, nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos exércitos" (Zacarias 4: 6). Devemos ser ferozes! Sim. Mas não pelo nosso poder. "O cavalo está pronto para o dia da batalha, mas a vitória pertence ao Senhor" (Provérbios 21:31).


E como o Espírito produz esse fruto de autocontrole em nós? Ao nos instruir na superioridade preciosa da graça, e nos permitir ver e saborear (isto é, "confiar") tudo o que Deus é para nós em Jesus. "A graça de Deus apareceu... Nós renunciamos... Paixões mundanas... Na época presente" (Tito 2: 11-12). Quando realmente vemos e acreditamos no que Deus é para nós pela graça através de Jesus Cristo, o poder dos desejos errados é quebrado. Portanto, a luta pelo autocontrole é uma luta de fé. "Combata o bom combate da fé. Agarre-se na vida eterna à qual você foi chamado"(I Timóteo 6:12).


John Piper, em


http://www.desiringgod.org/articles/the-fierce-fruit-of-self-control

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Meus questionamentos...

“Lembrei-me que nas Escrituras Hebraicas, às vezes você faz uma pergunta não porque você espera uma resposta literal, mas porque interrogar é uma outra maneira de expressar seus sentimentos. O rei Davi perguntava a Deus por que, mas ele nunca teve a intenção de pressionar a Deus com suas perguntas. Ele não estava pedindo ao Senhor que se explicasse. Ele estava apenas derramando seu coração diante de Deus. Ele estava dizendo ao seu Senhor que ele se sentia abandonado.

Tornei-me ciente do modo como eu me aproximava do Senhor. Eu tinha dirigido meus porquês a Ele durante anos, esperando uma explicação que me satisfizesse. Eu tinha colocado o Senhor em julgamento pelo que eu entendia ser a Sua insuficiência – Sua falha – e me recusando a lhe entregar meu coração, a menos que Ele me respondesse. A menos que Ele me desse uma explicação satisfatória sobre os Seus caminhos. Como era diferente o meu coração do de Davi.

Ocorreu-me que o Senhor deve ter se agradado do brilhantismo simples de Davi. Era o choro de uma criança que não compreendia o Pai, mas ainda assim se agarrava a Ele. O meu por quê, por outro lado, era uma acusação. Era um dedo apontado para Deus. Não mostrava nenhuma confiança nEle.

Nesses momentos de exame interior, com outras pessoas e um cão doente no mesmo quarto em que eu estava, senti-me completamente sozinha diante de Deus. E eu vi o estado da minha alma pela primeira vez. Eu vi o quão arrogante eu tinha sido ao julgá-lO. Ao rejeitá-lO.”

Tessa Afshar, em


Colheita de rubis, página 192,193

sábado, 1 de setembro de 2018

A casa com janelas de ouro

“Lembra-se da velha história da casa com janelas de ouro?

Ela fala de um garotinho que via, todas as manhãs, uma casa com janelas de ouro à distância, para além dos vastos prados que rodeavam sua casa.

Ele olhava a casa e se encantava com os raios brilhantes que irradiavam de tão longe.

Um dia, perguntou ao pai se poderiam visitar a casa de janelas de ouro.

O pai concordou, e partiram.

Eles andaram e andaram até se aproximarem da casa.

O garoto parou, perplexo! Não via nenhuma janela de ouro.

Porém, uma menininha os viu olhando a casa, e saiu para perguntar se procuravam alguma coisa.

“Sim”, replicou o menino, “queria ver a casa com janelas de ouro que admiro todas as manhãs”.

“Oh, você veio ao lugar errado”, ela respondeu rapidamente. “Se esperar aqui um pouco até o pôr do sol, eu lhe mostrarei a casa com janelas de ouro que vejo todas as tardes”.

E apontou para uma casa à distância – a casa do menininho.”

Recontado por Ravi Racharias,


Em O grande tecelão, página 36

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Cante a Verdade, Encante pela Eternidade

Depois de terem cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.” Mateus 26.30

O Mestre sabia que era chegada a hora e Ele sabia o que viria: beberia do cálice.

Dores e feridas o marcariam, seria abandonado e traído.

Mas, para a surpresa de todos, não se ouviu um som de lamentos, nem de choros, nem de desespero diante do que viria.

Afinado e distante, ouve-se o som de uma música.

O Filho do Homem, diante da morte, pôs-se a cantar.

A voz que ordenou: “Haja a Luz!”, que deu vida às flores, que coloriu os campos, que deu forma aos homens, que se ouviu na sarça, que retumbou na nuvem de glória, que sussurrou na brisa, que aquietou e acalmou os ventos, que chama as estrelas pelo nome… Esta voz, naquela noite, cantava.

Ele sabia o que viria e, mesmo assim, se pôs a cantar.

Não cantou para espantar o mal, nem para distrair, tampouco para passar o tempo.

Cantou para celebrar.

Era o dia, era chegada a hora, Ele esperava por esse momento.

Não mais separação, não mais véu… Agora era Face a face.

Não mais medo, não mais insegurança… Agora era com confiança ao Trono da Graça.

Não mais morte, não mais fim… Agora era a Eternidade.

Anos mais tarde, nas arenas, podia-se ouvir o som de uma música.

E Jesus, ressurreto, no Céu, recebia louvores.

Eram suas testemunhas que, dessa vez, cantavam.

Cristãos de todo o Império Romano eram julgados e condenados.

Nem choro, nem desespero.

Eusébio narrou: “Então podíamos contemplar o ímpeto admirável e a força e fervor realmente divinos dos que creram e seguem crendo no Cristo de Deus […] ante o juiz, outros que se confessavam cristãos, sem preocupar-se em absoluto com os terríveis e multiformes gêneros de tortura, mas sim proclamando impassíveis, com toda liberdade, a religião do Deus do universo e recebendo a suprema sentença de morte com alegria, regozijo e bom humor, ao ponto de cantar salmos, hinos e ações de graças ao Deus do universo até exalar o último alento. Admiráveis foram também estes […] que, brilhando […] desconsideravam à verdadeira religião e à fé em nosso Salvador e Senhor Jesus Cristo.”

Para eles, não mais morte, não mais fim… Agora era a Eternidade.”


Gilvando Junior


quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Quer dizer que você não doa nada?

“Anos atrás, conversei com um sujeito que se gabava de sua riqueza e detalhava todas as maneiras pelas quais Deus o abençoara. O sujeito construíra um negócio bem-sucedido do qual se orgulhava bastante. Ele descreveu como seus lucros haviam crescido nos últimos cinco anos e se vangloriava do valor da sua companhia. Falou sobre sua segunda casa no resort de esqui em Aspen, Colorado, e sobre o avião particular que utilizava nas viagens de negócios e para transportar a família para lá e para cá em suas frequentes férias exóticas.

Por fim, senti-me compelido a desafiá-lo um pouquinho. “Você disse que Deus o abençoou. Sente alguma responsabilidade no sentido de usar o que Deus tem dado a você para fazer a diferença?” Eu tinha quase certeza de que o veria amenizar a fala, talvez até retroceder e me contar de alguém a quem ajudara, de algum ministério ou instituição filantrópica a que apoiava financeiramente. Talvez ele não quisesse se gabar do que doava, nem revelar como Deus o conduzira a investir no Reino.

Mas o sujeito seguiu em frente como rolo compressor e, com toda a calma, explicou por que não se sentia compelido a doar nada.

Perplexo, pedi que fosse mais claro. “Quer dizer que você não doa nada? Nada mesmo?

Foi quando ele falou algo de que nunca me esquecerei. Sem reservas, retrucou: “Não doo nada porque amo o dinheiro. Amo ganhá-lo. Amo gastá-lo. Amo o que ele compra. Amo como ele me faz sentir. Ganho o meu próprio dinheiro; então eu o uso para mim mesmo. E ponto final”.

Imagino que o meu queixo tenha batido no chão porque ele ainda acrescentou: “E não venha me dizer que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Já ouvi essa antes. Pode ser verdade para algumas pessoas, mas Deus e eu nos damos muito bem. Ele me abençoa, e sua bênção é MINHA para gastar como EU bem entendo. É assim que sou e não vou mudar.”

Por mais chocado que me sentisse, gostei de sua sinceridade e objetividade. Temo que sua atitude para com o dinheiro seja semelhante ao que muita gente sente em relação à tecnologia. Talvez haja uma disfunção séria no modo de nos relacionarmos com os nossos celulares, seguidores ou curtidas, mas não nos importamos. Sabemos que alguma coisa deveria mudar, mas nos livramos dessa ideia com um dar de ombros. Pode acontecer de pensarmos: Estou ótimo assim. Gosto das coisas desse jeito. É assim que sou. Mesmo que esteja errado, mesmo que Deus tenha algo melhor para mim, não me importo.”

Craig Groeschel,
em
Na luta /
Seguindo Jesus em um mundo voltado para si mesmo pelas lentes de uma selfie,
Editora Vida,

Páginas 200 e 201 (trechos)

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

O mundo está contra você/ Lutando para manter nosso primeiro amor

“Mais cedo ou mais tarde, a verdade dura se estabelece em que este mundo aí fora quer  matá-lo. Os rios castanhos incham em Houston e Bangladesh para lavar tudo o que você possui, até mesmo lavá-lo se você não acompanhar seu passo. Mesmo em um dia de praia calma e intocada, as sub-correntes do oceano estão tentando silenciosamente agarrá-lo e levá-lo para o mar, debaixo da superfície da água antes mesmo de você saber o que aconteceu.

Esqueça tubarões. O puxão suave da água submersa é o nosso verdadeiro inimigo oceânico. Olhe por um momento e as tentativas de assassinato da água - uma razão pela qual ninguém se opõe a atribuir aos guardiões vestidos de vermelho o título exaltado de "Guardas de vida" na piscina do bairro.

Mas seco e parado em terreno sólido, ficamos um pouco melhores porque o ar carrega silenciosamente partículas invisíveis para escorregar nos nossos pulmões e cultivar um pequeno remendo de câncer que pode nos matar por dentro. Ou os raios ardentes do sol podem fazer o mesmo de fora.

E, claro, existem formas de perigo muito menos sutis. Aproximadamente cem vezes por segundo, atiradores de relâmpagos com um desejo inabalável de peregrinar árvores poderosas e altos campanários e que ocasionalmente apontam para criaturas arrogantes que se atrevem a caminhar sobre duas pernas. Sob nós, a qualquer momento do dia ou da noite, o chão pode rugir e se separar e podemos cair em uma fenda de terremoto na terra. As casas inteiras podem ser sugadas para dentro de um sumidouro sem aviso prévio, ou o gigantesco redemoinho branco de um furacão ou o trem de frete de um tornado pode nos perseguir em uma fuga de alta velocidade.

O mundo toma um tornozelo e nós o retiramos e escapamos. Para agora. O mundo - tão cheio de maravilhas, e cheio de maravilhas incríveis - nos rodeia de todos os lados com perigos mortais.

Do mesmo modo, "esta era do mal" está perpetuamente tentando matar nossos amores - não através de força franca, mas através da coerção pela sedução. O mundo tenta-nos diariamente para deixar amores maiores por luxúrias menores.

"No momento em que nos preocupamos com algo profundo, o mundo - ou seja, todos os outros interesses diversos - tornam-se nosso inimigo", escreveu G. K. Chesterton. "No momento em que você ama tudo, o mundo se torna seu inimigo" (Obras 1: 59-60).

Amar algo genuinamente é enfrentar imediatamente todos os segundos amores que estão tentando matar seu primeiro amor. É a piscadela da adúltera para o homem casado. É o convite de um grupo para abandonar uma verdadeira amizade. É ignorar os presentes familiares ao seu redor, em busca da próxima coisa a cobrar no seu cartão de crédito. O mundano mata porque troca amores. O mundo se torna seu inimigo.

É por isso que o amor verdadeiro deve lutar. "Em cada romance deve haver os elementos gêmeos de amor e luta", escreve Chesterton. "Em cada romance deve haver os três personagens: deve haver a princesa, que é algo a ser amado; deve haver o Dragão, que é uma coisa a ser travada; e deve haver St. George, que é uma coisa que tanto ama como luta." O mesmo é verdade para todos os nossos amores. De fato, "amar uma coisa sem querer lutar por ela não é amor; é luxúria" (Obras 15: 255).

Um homem que parou de lutar por seu casamento não lutará contra a atração do flerte adúltero, porque ele é conduzido pela passividade da luxúria, não pela fervor do amor. O que significa que o amor verdadeiro deve ser combatido.

Teologicamente falando, é por isso que amar o mundo é perder o amor de Deus. É um comércio horrível, mas fazemos isso o tempo todo.

    Não ame o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo - os desejos da carne e os desejos dos olhos e o orgulho da vida - não é do Pai, mas é do mundo. E o mundo está passando junto com seus desejos, mas quem faz a vontade de Deus permanece para sempre. (1 João 2: 15-17)

O amor mal direcionado é a causa do mundo. O mundanismo suga a seiva do nosso maior amor até se tornar um ramo seco.

Então podemos amar e entesourar o dia em que Cristo retornará. Ou podemos amar o mundo. Mas não podemos seguir tentando amar o mundo e amar o dia do retorno de Cristo (2 Timóteo 4: 8-10). Do mesmo modo, não podemos amar a escuridão e amar a luz (João 3: 16-21). O amor pela luz morrerá quando o coração se apaixonar pela escuridão. E é assim que o mundo prova ser nosso amor-assassino.


Quando falamos de mundanismo, principalmente não estamos falando sobre os substitutos de adultério e materialismo e dinheiro. Nós não estamos apenas advertindo contra programas de televisão e mídia em geral. Todas essas coisas são questões secundárias. Curar o verdadeiro coração do mundanismo não é o que está ou não proibido; reparar o verdadeiro coração da mundanidade deve sempre começar com a busca de um amor fundamental que vale a pena lutar - um amor tão precioso que o protegeremos com o ciúme sagrado adequado que merece.

O problema do mundanismo só emerge com qualquer clareza real em nossas vidas, uma vez que descobrimos nosso "primeiro amor", um amor fundamental, um amor central para o nosso Salvador Jesus Cristo (Apocalipse 2: 4).

Se falar de mundanismo cai em tempos difíceis e não faz grande parte de nossos pensamentos e conversas, não é um sinal de que os perigos desapareceram. É um sinal de que ficamos descuidados com a exclusividade de prazer em Cristo no centro da vida cristã. E uma vez que o amor ciumento se foi, o perigo do mundano cresce mais mortal e mais invisível ao mesmo tempo.”


Tony Reinke, em



http://www.desiringgod.org/articles/the-world-is-against-you