quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Oração x Falação




Soren Kierkegaard certa vez observou:
“Alguém orava pensando, a princípio, que a oração era falar;
mas foi-se calando mais e mais até que, afinal, percebeu que a oração é ouvir.”

Não podemos nem devemos esperar que sintamos dispostos a orar antes fazê-lo. A oração é como outro mister qualquer; pode ser que  não nos sintamos disposição de trabalhar, entretanto  uma vez que nos damos ao trabalho por um tempinho, começamos até  a gostar dele. O mesmo se dá com a atividade física corporal, com exercícios mentais, o aprendizado de um instrumento musical, dentre outros. Semelhantemente, nossos músculos de oração necessitam ser flexionados um pouco, e uma vez iniciada a corrente sanguínea da intercessão, notaremos  que estamos dipostos a orar.

Todavia há muita gente enganada por aí pensando que orar consiste em falar, falar e falar, quando, na verdade, apenas parte da oração é feita de falação. E como gostamos de falar! Já reparou que há diversos livros e cursos especializados em oratória, mas pouquíssimos direcionados à escutatória? Um dos hábitos mais comuns do mundo é o de já pensar na resposta enquanto a outra pessoa nem acabou de fazer a pergunta ou explanar sobre determinado assunto. Nem ouvimos ao certo e já estamos pensando no que nós queremos dizer a respeito! Infelizmente, na maioria das vezes, levamos esse hábito quando nos apresentamos diante de Deus para orar, conversar com Ele. Achamos que precisamos nos colocar diante do Pai com blábláblá, que tudo o que Deus quer é nos ouvir. De onde tiramos essa ideia maluca?

“Quando você for ao santuário de Deus, seja reverente. Quem se aproxima para ouvir é melhor do que os tolos que oferecem sacrifício sem saber que estão agindo mal.” 
Eclesiastes 5:1

“Você costuma ouvir o conselho secreto de Deus?”
 Jó 15:8


Mais que falar, orar é se relacionar com Deus, orar é conhecer a Deus, orar é manter uma conversa, não um monólogo, saudável com Deus.

E como vamos conversar com Deus se nem ao menos sabemos os assuntos sobre os quais Ele gosta de conversar?

Como vamos conhecer a Deus se nem mesmo lemos a Bíblia, sua revelação escrita a nós?

“Se alguém se recusa a ouvir a lei, até suas orações serão detestáveis.”
Provérbios 28:9

Como vamos nos relacionar com Deus, se ao invés de queremos ter um relacionamento com Ele, queremos na verdade não conhecê-lO e fazê-lO conhecido, mas sim mostrar pra Ele quem somos, o que queremos, quando queremos e exigir que Ele nos sirva e satisfaça nossos desejos como o gênio da lâmpada do Aladin?

Como ter uma conversa de verdade com Deus se nem ao menos paramos para ouvi-lO numa agitação louca que não dá espaço para a quietude?

"Diz o Soberano Senhor: "No arrependimento e no descanso está a salvação de vocês,
na quietude e na confiança está o seu vigor, mas vocês não quiseram."
Isaías 30:15

Como orar em favor de nossos irmãos e fazer uma real intercessão se nem ao menos temos a cordialidade e a paciência de prestar atenção no próximo e ouvi-lo de fato e de verdade?

É hora de repensar sobre a oração e a falação e aprender a orar/amar!

“Senhor, tinha que ser fácil
Falar conTigo a qualquer hora,
Em qualquer lugar,
Mas em geral eu acho difícil.
Há tantas atividades para realizar;
Tantas interrupções,
Tantas coisas que me preocupam e me confundem.
E, de modo geral, justo quando pareço estar
Na hora certa
Com tudo sob controle,
Alguém fala comigo.
Há tantas pessoas, Senhor,
Que falam comigo.
E tantas delas me irritam.
Tantas delas falam e falam,
E não dizem nada.
Mesmo assim, Senhor,
Alguém precisa escutar em algum momento.

As pessoas falaram conTigo, também,
E não consigo encontrar um único lugar
Na Bíblia que diga que não paraste para escutar.
Às vezes devias estar sem muita paciência,
Cansado e com fome,
Desgastado de tanto andar e ensinar,
Querendo estar sozinho por um tempinho
Para poderes falar com Teu Pai.
Mas escutavas
Porque alguém tinha que escutar.
Escutavas,
E todos saíam de Tua presença
Consolados, curados e ajudados.

Perdoe-me, Senhor, por minha impaciência
Com Teus outros filhos.
Por minha irritação, meu tédio
E mesmo, às vezes, Senhor, minha raiva.
Perdoe-me por meu egoísmo,
Que me faz pensar que as palavras
Que eu profiro para Ti
São mais importantes do que
A necessidade do outro.

Que eu aprenda a Te escutar, Senhor,
Não apenas com os ouvidos,
Mas com o coração.

E, depois de Te escutar,
Sei que providenciarás
A calma e a tranquilidade de que preciso
Para erguer a voz
Em louvor a Ti.”

Sue Garmon

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Imprevisível


"Senhor, Tu és a pessoa
mais imprevisível que eu conheço.
Bem na hora que imagino
ter finalmente começado
a Te entender e a descobrir quem és,
fazes algo
tão extraordinário,
tão completa e fantasticamente
inesperado,
que eu fico aturdida.

Imagino saber onde Te encontrar
e então, de repente, Te encontro
nos lugares mais improváveis;
nos momentos mais inacreditáveis;
nas pessoas mais desconhecidas.
Imagino conhecer Tua voz;
e então Te ouço 
na cantiga de ninar sussurrada a uma criança,
na risada discreta de um velho,
no suspiro de um amante.

Imagino conhecer Tua face;
e então Te vejo
numa das alas de algum hospital psiquiátrico,
em algum albergue superlotado,
nas ruas, vagueando sem direção definida.

Imagino conhecer-Te bem;
e então descubro
que simplesmente não Te conheço.

Imagino conhecer bem Teu amor;
e então descubro
que nem comecei a conhecê-lo.

Obrigada, Senhor,
por seres tão imprevisível.
Obrigada por me surpreenderes,
tirando-me dos confortos da minha rotina.
Continua a ensinar-me
que és um Deus
de surpresas infinitas."

Sue Garmon

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Conhece a história de Ryan?


Ryan nasceu no Canadá, em maio de 1991.

Quando pequeno, na escola, com apenas seis anos, sua professora lhes falou sobre como viviam as crianças na África.

Profundamente comovido ao saber que algumas até morrem de sede, sendo que para ele próprio bastava ir a uma torneira e ter água limpa. 


Ryan perguntou a professora quanto custaria para levar água para a África, e a professora lembrou que havia uma organização chamada "WaterCan", que poderia fazer poços custando cerca de 70 dólares.

Quando chegou em casa, foi direto a sua mãe Susan e lhe disse que necessitava de 70 dólares para comprar um poço para as crianças africanas. Sua mãe disse que ele deveria conseguir o dinheiro pelo seu esforço, e deu-lhe tarefas em casa com as quais Ryan ganhava alguns dólares por semana.

Finalmente reuniu os 70 dólares e foi para a "WaterCan". Quando atenderam, disseram-lhe que o custo real da perfuração de um poço era de 2.000 dólares.. Susan deixou claro que ela não poderia lhe dar todo esse dinheiro, mas Ryan não se rendeu e prometeu que voltaria com os 2.000.

Passou a realizar tarefas na vizinhança e acumulando dinheiro, o que contagiou seus irmãos, vizinhos e amigos, que puseram-se a ajudar. Até reunir o dinheiro necessário. E em janeiro de 1999 foi perfurado um poço numa vila ao norte de Uganda.

Quando o poço ficou pronto, a escola de Ryan começou a se
corresponder com a escola que ficava ao lado do poço. Assim Ryan conheceu Akana: um jovem que lutava para estudar a cada dia. Ryan cativado, pediu aos pais para viajar para conhecer Akana. Em 2000, chegou ao povoado, e foi recebido por centenas de pessoas que formavam um corredor e gritavam seu nome.
- Sabem meu nome? - Ryan surpreso pergunta ao guia.
- Todo mundo que vive 100 quilômetros ao redor sabe. respondeu.

Hoje em dia Ryan, com quase 22 anos, tem sua própria fundação e já levou mais de 400 poços para a Africa. Encarrega-se também de proporcionar educação e de ensinar aos nativos a cuidar dos poços e da água.

UM GAROTO DE SEIS ANOS E UM SONHO. PRECISA DIZER MAIS???

The Ryan's Well Foundation:


sexta-feira, 27 de junho de 2014

Descobri


Descobri que não preciso
Da aceitação
Da aprovação
Dos homens
Que me desamam
Não compreendem
Me rejeitam
E me condenam
Pra ser feliz
Pra estar satisfeita
Comigo mesma
Com o meu Deus
Com a vida

Descobri que no amor de Deus
Encontro
Aceitação
Aprovação
Satisfação

Ele me ama
Me compreende
Não me rejeita
Nem me condena

Posso ser feliz
Estar satisfeita
Comigo mesma
Com o meu Deus
Com a vida

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Ajude outra pessoa a se desenvolver



SCOTT ADAMS, criador do popular desenho Dilbert, conta esta história sobre seu começo como cartunista:

Você não precisa ser uma "pessoa de influência" para ser influente. Na verdade, as pessoas mais influentes na minha vida provavelmente nem sabem as coisas que me ensinaram. Quando estava tentando me transformar em cartunista profissional, enviei meu portifólio para todos os editores - e recebia uma rejeição atrás da outra. Um editor até me ligou e sugeriu que fizesse um curso de desenho. Então Sarah Gillespie, editora da United Media e uma das verdadeiras especialistas na área, ligou para me oferecer um contrato. No começo, não acreditei nela. Perguntei se teria de mudar meu estilo, conseguir um parceiro - ou aprender a desenhar. Mas ela acreditou que eu era bom o suficiente par aser distribuído nacionalmente. Sua confiança em mim mudou completamente meu quadro de referências e alterou como pensava minhas habilidades. Isso pode soar bizarro, mas a partir do minuto em que falei com ela no telefone, consegui desenhar melhor.

Não há como saber o que poderia acontecer se você começasse a encorajar os sonhos das pessoas ao seu redor.
25 Ways to Win with People, John C. Maxwell

segunda-feira, 9 de junho de 2014

APENAS UM JUMENTO


Certo dia, um jumentinho chegou em sua casa todo contente e comentou com sua mãe:
- Mamãe, hoje me aconteceu algo especial. Estive em uma cidade e quando lá cheguei fui intensamente aplaudido. Enquanto eu caminhava pelas ruas uma grande multidão gritava de alegria, muitos estendiam mantos pelo chão por onde eu passava, outros colocavam ramos de palmeiras pelo caminho, uma enorme festa foi feita para mim, aquela gente estava muito contente com a minha presença.
Sua mãe, uma velha e experiente jumenta, ficou intrigada com a eufórica narrativa do filho, e perguntou: 

- Meu filho, você estava levando alguém em suas costas quando entrou nesta cidade?
E o jumentinho respondeu: - Estava sim, eu levava um homem chamado Jesus Cristo – e continuou – mas eu tenho certeza que as pessoas não fizeram tamanha festa para ele, aquilo tudo foi para mim.
Então sua mãe deu ao jumentinho a seguinte ideia:- Filho, volte a essa cidade, mas agora sozinho, entre e passe pelas ruas novamente, vamos ver como as pessoas vão te receber.
O jumentinho respondeu: 

- Assim que eu tiver uma oportunidade, voltarei lá e farei conforme sua sugestão.
Um dia, passando pelas bandas daquela cidade, o jumentinho resolveu seguir o conselho da sua mãe, e entrou sozinho na cidade, mas, ao passar pelas ruas as pessoas começaram a agredi-lo, xingá-lo, maltratá-lo, chegaram até a bater nele e depois o expulsaram.
O pobre animal, voltou para casa arrasado, e com lágrimas nos olhos contou para sua mãe a triste recepção que teve na cidade.
- Mamãe, hoje nada de bom aconteceu comigo. Entrei na cidade e não houve palmas, nem mantos, nem alegria, nem honras.... Apanhei, fui xingado e maltratado, eles não me reconheceram. Por que isso aconteceu comigo?
E a sua mãe respondeu:


- MEU FILHO QUERIDO, SEJA MAIS SIMPLES, HUMILDE E APRENDA A SEGUINTE LIÇÃO: SEM JESUS CRISTO VOCÊ NÃO PASSA DE UM JUMENTO....

Fica aqui um pergunta: E você, meu querido amigo, quem é sem Jesus Cristo?


(autor desconhecido)